quinta-feira, 9 de julho de 2015

Luciano Barros ainda teme o "rolo compressor" do TCE

Sem se deixar contagiar pela sensação de que venceram a guerra ao desmentir o Tribunal de Contas, que não os acreditava donos do terreno que disputam, os moradores do edifício Luciano Barros esperam da corte ataques ainda piores do que a utilização do governador Robinson Faria, porque a mobilização deste pela repartição colegiada terminou emprestando-lhe argumento capaz de levá-los a continuar donos do que lhes pertence, um imóvel situado numa das regiões de metro quadrado mais caro de Natal.
A movimentação pública de ontem é símbolo de uma
mobilização que
permanece até o fim do esbulho governamental.
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ROBERTO GUEDES
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Uma sensação de paz se instalou ilegitimamente entre os natalenses que há dias questionavam a desapropriação de parte do terreno do condomínio Luciano Barros, em Petrópolis, para abrigar o estacionamento de veículos pertencentes ao Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte e aos servidores destes, a partir dos sete integrantes de sua cúpula, os conselheiros que formam seu núcleo decisório. Os condôminos, porém, ainda não comemoram vitória, antes preparam-se para estocadas piores. 
A causa do equívoco em que evitam mergulhar é o fato de haver desabado no âmbito da corte a certeza de que ela jogou estupidamente errado ao veicular a convicção de que o terreno em questão não pertenceria aos moradores do edifício, seu vizinho que se destaca historicamente como a primeira habitação coletiva vertical do trecho da avenida Getúlio Vargas em que o Tribunal de Contas se reúne desde os anos sessenta.
Um desmentido com que os condôminos do Luciano Barros calaram o Tribunal de Contas do Estado espargiu em Natal a impressão de que finalmente a corte havia desistido de incorporar o terreno a seu patrimônio, em detrimento dos direitos dos proprietários, encerrando uma peleja que tem como cenário e troféu um dos metros quadrados mais caros da capital potiguar.
"A única batalha que vencemos até agora foi a da verdade", afirma o médico Ivis Bezerra, líder dos condôminos, salientando o desmentido com que estes calaram a corte de Contas. Um outro morador sugere que os dirigentes do Tribunal de Contas do Estado sejam chamados a responder pela produção de documento em que desonestamente a corte acusou os condôminos de não serem legítimos donos do imóvel que defendem.
Sem rendição
A rendição, entretanto, ainda não foi assimilada pelos conselheiros que mandam no tribunal, a despeito de sua causa estar angariando reações em contrário em todos os ambientes, inclusive na Assembléia Legislativa potiguar, onde despertou a oratória do deputado estadual José Dias (PSD), vizinho de rua dos contendores, e provocando risos em larga escala. O pior alvo da hilaridade parlamentar é, a propósito, uma pessoa muito querida na casa. Trata-se do vice-governador Fábio Dantas, que terminou aparecendo como pai do monstrengo do Tribunal de Contas ao substituir o governador Robinson Faria no ritual da desapropriação indigesta. 
Os conselheiros de contas encomendaram a assessores estudos que possam resgatar o que acreditam ser o direito da corte em prejuízo do condomínio. A qualquer momento o tribunal esgrimirá o lance que seus juristas viabilizarem, porque a decisão de abrigar seus carros no terreno vizinho está mais do que consolidada, como previu ontem ao Blog de Roberto Guedes um alto funcionário da casa.
Na verdade, porém, os integrantes do Condomínio Luciano Barros, dono do edifício homônimo e por extensão do terreno almejado pelos conselheiros, não querem dormir porque têm certeza de que o Tribunal de Contas do Estado já acordaram do impacto causado pela constatação de seu erro e tudo fará para colocar em prática uma revanche que os imobilize.
"As fotos da mobilização pública de ontem sugerem que estaremos permanentemente mobilizados enquanto não afastarmos definitivamente a ameaça de esbulho governamental", diz um morador, evitando identificar-se para não atrair contra si a ira dos dirigentes da corte de contas, os quais, a seu ver, "escolheram o Luciano Barros 'no apoio'". 
Usando o Governador
Os moradores do Luciano Barros esperam do Tribunal de Contas algo ainda pior do que a forma como o governador Robinson Faria reafirmou ontem que aderiu à causa dos conselheiros. Em decreto que publicou no “Diário Oficial do Estado”, o Governador abriu um crédito suplementar de 1,5 milhão de reais para que a corte cubra a desapropriação.
Segundo moradores, ao utilizarem Robinson os conselheiros deixaram claro que farão tudo para vencer a parada, porque já a tomaram como questão pessoal, não importa quanto custe nem a quem penalize.
O segundo ato público que os condôminos do Luciano Barros promoveram em defesa de seu terreno, realizada ontem, teve exatamente o objetivo de mantê-los mobilizados para resistirem melhor à ação que esperam dos adversários. Enquanto isto, o líder dos proprietários do edifício, médico Ivis Bezerra, que também é no time o portador de mais amizades entre os integrantes do Tribunal de Contas do Estado, cuida junto a operadores do direito no sentido de secundar a resposta de anteontem com uma ação judicial “redonda”, como dizem noutro campo em que sua diplomacia faz sucesso, o do futebol, para que o Tribunal não mais insista em tentar tomar na marra seu imóvel.
Não tinha o dinheiro
Eles já elencaram vários fatos e desenvolveram argumentos capazes de encostar o tribunal no canto do ringue. Entre os dois melhores raciocínios que os advogados mobilizados pelos condôminos destacam-se dois que lhes foi dado de presente anteontem pelo Governador e pelo próprio Tribunal de Contas do Estado.
Ao defender em documento oficial a sua proposta de indenizar os vizinhos incômodos com 1,7 milhão de reais por metro quadrado, no processo de desapropriação que deflagrou o conflito, a corte se perdeu nas suas alturas ao dizer que o terreno em litígio não pertence aos condôminos. Minutos depois, estes demonstraram o contrário, calando os conselheiros ao publicar documentos cartoriais que comprovam sua propriedade.
O outro argumento é o da improvisação com que a corte resolveu ganhar a questão a ferro e a fogo. Tão logo veio a publico a manobra da desapropriação, que o Blog de Roberto Guedes divulgou em primeira mão ainda em 25 de junho, quando noticiou o problema sob o título “Robinson toma terreno de particulares para dar ao TCE”, o Tribunal de Contas correu a dizer que a desapropriação não criaria ônus a ninguém porque já tinha o dinheiro para bancar a transferência de titularidade do imóvel.
Errando muito com seu jeito de "rolo compressor", o
Tribunal de Contas pagou mico para saber que o terreno tem dono,
ao contrário do que havia afirmado em documento oficial.
Caso a tivesse sido verdadeira a arrumação prévia do dinheiro tivesse precedido a sofreguidão com que os conselheiros resolveram lançar mão do terreno alheio, o Tribunal de Contas do Estado não teria pressionado Robinson para ceder-lhe oficialmente anteontem o dinheiro que lhe disponibilizou com esta finalidade.
Embora desconsiderada cotidianamente em todo o país, a regra de desapropriações diz que nada pode ser afetado por este tipo de intervenção governamental se o dinheiro para indenizar os atingidos não já estiver ouvindo a conversa. Neste caso, o único tilintar que se ouviu veio do poder executivo, a despeito mesmo de este cuidar muito pouco de suas finalidades precípuas sob o argumento de que não tem recursos.   
Por que pagaria a invasores?
A outra linha de defesa fornecida pelo Tribunal de Contas aos condôminos está na convicção com que este os declarou ocupantes ilegais do imóvel. Se tinha esta certeza, por que o Tribunal de Contas resolveu indenizá-los, em lugar de expulsá-los do quintal do Luciano Barros sob o argumento de algum tipo de esbulho possessório?
Esta é uma contradição que, enquanto poder fiscalizador, um tribunal de contas nunca aceitaria como prática de qualquer gestor submetido a suas lupas. Se o suposto proprietário do bem sujeito a desapropriação não é seu legítimo dono, por quê o ente público lhe pagaria? Os furos que o Tribunal de Contas expõe na sua atitude, porém, vão mais longe.
Impacto no trânsito
Sentindo cheiro de muita subjetivação do que deveria ser tratado objetivamente pelo poder público, o braço jurídico do condomínio residencial avança em outras direções que tendem a pelo menos dificultar a realização do súbito sonho dos conselheiros. Uma delas é levantar a questão do impacto no trânsito com base na legislação que Natal criou a este respeito, pioneiramente, aliás, há vários anos, graças à efêmera atuação do engenheiro Medeiros como vereador.
A lei diz que um empreendimento predial não pode ser tocado se causar problemas ao trânsito da área em que se situa seu imóvel. No caso, a implantação de um estacionamento numa estreita rua eminentemente residencial, caso da rua Professor Paulo Pinheiro de Viveiros, artéria situada nos fundos da sede do Tribunal de Contas, representa risco, certeza ou convicção de que causará enorme impacto negativo para os moradores do logradouro.
Não foi sem sentido que os moradores dos edifícios situados nesta rua participaram, destacadamente, do ato público que os condôminos do Luciano Barros promoveram ontem diante do Tribunal de Contas: na verdade, forando a questão patrimonial, o litígio confronta menos a corte contra os donos materiais do terreno em questão do que com os moradores da rua de baixo.
Prefeitura e promotoria  
“O direito coletivo destes moradores é ainda mais defensável do que o dos donos de bens submetidos a desapropriação em função do interesse público”, diz um advogado, lembrando que organizações poderosas já tiveram que se curvar diante das exigências da lei do impacto no trânsito.
O prefeito Carlos Eduardo, ainda ausente, tem
muita contribuição a dar aos moradores do Luciano Barros.
 
Quanto a este aspecto, acrescenta, os litigantes podem agir através de duas interpostas pessoas que têm poder coercitivo, a prefeitura de Natal e o ministério público estadual, a quem compete fazer respeitar a lei de impacto no trânsito. Um morador amigo do prefeito Carlos Eduardo Alves resolveu procurá-lo para tratar do assunto, lembrando que o burgomestre tem ótimas relações com o edifício.
O pai do Prefeito, o jornalista e político Agnelo Alves, falecido há poucos dias, como deputado estadual pelo PDT, aos 83 anos, morou durante mais de vinte anos no Luciano Barros, onde recebia o filho praticamente todos os dias para uma refeição e principalmente para conversarem sobre política. O condômino que quis entronizar Carlos Eduardo na causa, em defesa de seu grupo, soube que o burgomestre havia passado quase toda a última semana em São Paulo, em função de questão de saúde na sua família, devendo estar a postos para a causa de hoje para amanhã. 
Luciano, que se destacou em relação ao "Prédio Mico" do
ministério público estadual, deve se manifestar logo sobre o conflito
entre o Tribunal de Contas e os moradores do Luciano Barros.
Prédio “Mico”
Um terceiro ente público que tem legitimidade de sobra para entrar neste campo é o Ministério Público de Contas, vinculado ao tribunal, que tem muito “know how” sobre o assunto pelo menos desde que investigou o descumprimento da lei na compra de um imóvel com estacionamento insuficiente, na esquina da avenida Deodoro com a rua José de Alencar, no encontro entre os bairros de Cidade Alta, Baldo e Tirol, pelo ministério público estadual.

Há pouco tempo, o ministério público de Contas apontou uma Procuradora de Justiça como responsável pelos ônus que a compra desse imóvel, batizado como “Prédio Mico do Ministério Público”, impôs ao “parquet” estadual, querendo que ela indenize os cofres públicos com o prejuízo monetariamente atualizado.
O ministério público especial de Contas ainda está silente a respeito do conflito entre o Tribunal de Contas e os moradores do Luciano Barros, talvez por ser parte da causa, em litisconsórcio com o Tribunal de Contas, ou apenas porque seu titular, procurador Luciano Silva Costa Ramos, ter passado alguns dias fora de Natal, em férias.
Força
Mais importante do que estas questões, entretanto, para um dos operadores do direito que se debruçam sobre o conflito, é o real interesse que motiva o Tribunal de Contas do Estado, que aparentemente despreza regras básicas de planejamento, indispensáveis em administração e principalmente na gestão pública.
Ele acha que estão lidando com um oponente que, quando quer, não respeita limites. Alude a alguém com muito poder na corte que se deixou invadir subitamente pelo desejo de fazê-la tomar o terreno aos legítimos donos e saiu cooptando para sua causa quem encontrasse pelo caminho, notadamente o vice-governador Fábio Dantas, que há anos alimenta o sonho de integrar o Tribunal de Contas do Estado.
Ainda sem ter nome e rosto, ao menos publicamente, esse “rolo compressor” parece haver passado por cima do fundamental ao querer transformar em interesse público, forjando a legitimação para agir do Tribunal de Contas, o que não passa de questão menor. Afinal de contas, é mesmo questionável a razão que justificaria a desapropriação.
“Babilônia” inadequada
Como argumentam os condôminos do Luciano Barros, se sofre hoje com falta de estacionamento para os automóveis próprios e os de seus servidores e visitantes, o Tribunal de Contas do Estado é o único responsável, por imprevidência. Ele deveria ter previsto o aumento progressivo de áreas de estacionamento quando planejou a construção de sua sede, que muitos outros ocupantes do poder público mencionam como “Babilônia”.
“Se o tribunal tivesse cuidado saudavelmente do assunto este não estaria hoje transformado num problema e num conflito em que ele pensa em passar por cima de todo mundo com um tanque de guerra”, salienta um morador do Luciano Barros. O argumento, porém, tem mais profundidade.
Burocracia entre residências
Quando o Tribunal de Contas anunciou o projeto de construção de sua sede, contrários mostraram logo que seria impróprio investir daquela forma num quarteirão eminentemente residencial.
A bem da verdade, o prédio do Tribunal de Contas do Estado passou então a ser o único imóvel não residencial do quarteirão, porque os sete conselheiros que então mandavam na repartição colegiada não queriam abrir mão do visual de que dispõem desde os anos sessenta, o do imenso mar que se descortina das salas do alto da avenida Getúlio Vargas em que têm sede, ancestralmente, algumas das mais notórias rodas de bate papo em horário de trabalho em todo o Rio Grande do Norte.
Não cuidaram de estudar melhor, naquela ocasião, as implicações futuras de seu duplo equívoco – o de chantar seu arranha-céu no lugar errado e de economizar na produção simultânea das vagas de estacionamento que agora lhe fazem falta. Parece que a cura para essa incúria está em tomar o alheio, o que se confronta radicalmente com a finalidade precípua da corte, que fiscaliza gestões para evitar que gestores públicos passem os pés pelas mãos e juntem o alheio com o seu.
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(150709 às 09h48m). 

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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Prefeito é novamente alvo de suspeita de maracutaia

Silveira Junior é suspeito outra vez da prática de
'maracutaia' que beneficia tio e primo em Mossoró
franciscojoseTN
O prefeito de Mossoró, Silveira Junior (PSD), voltou a ser alvo de suspeita da prática de maracutaia. Depois do rumoroso caso do Residencial Flat do prefeito, alugado aos profissionais do programa federal "Mais Médicos", com recursos do município de Mossoró, Silveira Júnior que é investigado pelo Ministério Público, agora é suspeito de beneficiar um tio e um primo no contrato do transporte coletivo do município.
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Segundo o jornalista Magnos Alves, do JORNAL DE FATO, a chegada da empresa Ocimar Transportes para operar o serviço de transporte coletivo de Mossoró está beneficiando diretamente um tio do prefeito Silveira Júnior (PSD).
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O imóvel que foi transformado na garagem da empresa pertence ao empresário conhecido em Mossoró como "Assis da Usibrás".

Também é a empresa de Assis que está fornecendo o combustível para abastecimento dos ônibus do "novo" transporte coletivo da cidade. Um primo de Silveira, Otávio Neto, também faz parte das negociações. Ele é o dono da imobiliária responsável pela locação do imóvel.
[Do Blog do VT] 
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(150708 às 22h34m).
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Servidores da Justiça perdem na Assembléia

A Assembleia Legislativa votou, na sessão plenária desta quarta-feira (8), projetos de autoria dos parlamentares e outros de origem do Poder Judiciário. A votação foi acompanhada por servidores do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), que lotaram as galerias da Casa. Sessão foi bastante polêmica, com vaias e aplausos vindos das galerias.
Ao final, o TJRN fez valer sua força, aprovando a maioria das matérias do seu interesse, contrariando os servidores.
O primeiro Projeto de Lei do Tribunal de Justiça aprovado por maioria foi o que altera as Leis Complementares nº 165 e 476, extinguindo o cargo de auxiliar de gabinete. A matéria foi votada com destaque do deputado Fernando Mineiro (PT), destinando que a ocupação de vagas seja feita exclusivamente por servidores de carreira.
O destaque de Mineiro foi aprovado à unanimidade.
O segundo Projeto de Lei (375/2015) aprovado revoga o artigo 53 da Lei Complementar nº 242, de 10 de julho de 2002, relativo ao anuênio, extinguindo o Adicional por Tempo de Serviço (ATS) e instituindo a Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI) por Lei. O TJ argumentou que a vantagem em vigor provoca um crescimento acelerado na folha de pagamento, por isso foi necessária a mudança.
Comissão
Também de origem do TJRN foi aprovado o Projeto que altera a LC 426 de 2010, concedendo o benefício do auxílio alimentação aos servidores cedidos ao Judiciário ou requisitados, não ocupantes de cargos em comissão, a fim de subsidiar suas despesas.
O quarto projeto do Judiciário, aprovado por maioria, altera a Lei Complementar Estadual nº 165, de 28 de abril de 1999, que trata da Divisão e da Organização Judiciárias.
Já o quinto e último projeto originário do Tribunal de Justiça, aprovado por 15 votos favoráveis e 4 contrários, dispõe sobre o pagamento de gratificação de técnico de nível superior (GTNS), desvinculando-a dos vencimentos dos servidores, a fim de não majorar a folha de pagamento. Esse gerou debates tensos e manifestações das galerias.
[Blog de Carlos Santos]
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(150708 às 22h24m).

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Loterias da Caixa puxam a inflação

Os jogos de loteria tiveram aumento no preço da aposta de 30,80%, no mês passado. Com isso, exerceram o principal impacto individual sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) de junho, que aumentou 0,79% em junho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ou seja: puxaram a inflação para o alto.
Considerando os meses de maio e de junho, o aumento nos preços dos jogos de loteria foi 47,50%, reflexo dos reajustes nos valores das apostas, vigentes a partir de 18 de maio.
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(150708 às 22h20m).

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FPM que chegará amanhã é 0,33% menor

Os prefeitos potiguares estão na maior expectativa em função do recebimento amanhã do Fundo de Participação dos Municipios (FPM).
A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) informou na manhã desta quarta-feira, 8, hoje, o valor a ser repassado esta semana às prefeituras referente à primeira parcela de julho do FPM.
Será de 946 milhões de reais. Segundo comunicado oficial, o crédito cai na conta das prefeituras até as 18 horas de amanhã, dia 09.
Segundo cálculos da Confederação Nacional de Municípios (CNM), esse valor é 0,33% menor que o projetado pela entidade anteriormente.
Este montante é referente à arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) entre janeiro e junho deste ano. Esta elavação no FPM é conquista do movimento municipalista, fruto da articulação da CNM com o Congresso Nacional e o governo federal, que demandou inúmeras mobilizações, reuniões e foi pauta daXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.
De acordo com a Emenda Constitucional 84/2014, os primeiros dois repasses – de 2015 e 2016 – serão de 0,5% cada. O repasse será feito sempre no primeiro decêndio de julho. “É definitivo. É conquista da CNM, das entidades estaduais e dos prefeitos comum todo”, disse o presidente da CNM em exercício, Glademir Aroldi.
A CNM ressalta que, deste repasse extra, não é descontado nem um porcentual para a Educação, como acontece com a transferência convencional do FPM.
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(150708 às 22h01m).

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Revista inclui Flávio Rocha entre os melhores CEOs do Brasil

Votado por setenta dirigentes de grandes empresas brasileiras, o empresário potiguar é considerado vitorioso porque reergueu e está expandindo as Lojas Riachuelo com sua estratégia de “fast-fashion”.
Flávio Rocha: compartilhando o mérito com os colaboradores.
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ROBERTO GUEDES
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O empresário Flávio Rocha, 57 anos, presidente da Lojas Riachuelo, é um dos melhores CEOs, ou grandes controladores de empresas, do Brasil, conforme levantamento que acaba de ser divulgado pela revista “Época Negócios”, das Organizações Glob, que pela segunda vez consecutiva destacou o banqueiro Roberto Setúbal como um dos três primeiros colocados do ranking nacional.
Elaborada com votos de setenta presidentes das maiores companhias do Brasil, a seleção completa, com todos os CEOs destacados na votação, está na edição de julho da revista, que chega esta semana às mãos dos leitores.
“Estou muito honrado em ter sido incluído neste seleto grupo dos melhores CEOs do país”, escreveu Flávio, nas redes sociais, ao saber da distinção e procurando mostrar que o mérito é de toda a família de funcionários das empresas que dirige.
“Compartilho essa distinção com os reais merecedores dela - os quarenta mil missionários da Democratização da Moda que tornaram mais essa conquista possível”, escreveu.
Norte-rio-grandense nascido em Recife, na época em que seu pai, Nevaldo, fundador do grupo, comandava as empresas da família a partir da capital pernambucana, há 21 anos Flávio vive dedicação exclusiva à sua corporação depois de ter incursionado pela política. Ele foi duas vezes deputado federal pelo Rio Grande do Norte e disputou a presidência da República em 1994, quando resolveu deixar a vida pública para se dedicar somente aos negócios.
Até 2013, ele também era presidente do Instituto Brasileiro do Varejo (IBV), instituição que lidera desde os primórdios de sua fundação. Paralelamente à Lojas Riachuelo, Flávio também orienta uma co-irmã desta, a indústria Confecções Guararapes, e um banco que dá apoio às operações de todo o grupo, assim como uma administradora de shopping centers e mais recentemente uma disseminadora de teatros, que possui um em Natal e bem mais recentemente outro no Rio de Janeiro. 
Conforme destaca “Época Negócios”, Flávio Rocha não teve pressa. Há uma década, adotou um discurso ambicioso ao assumir a presidência da Riachuelo, uma das maiores varejistas de moda do Brasil. Ele indicou, na época, que daria um salto mortal triplo.
Delírio e loucura
Este movimento incluía três lances. O primeiro seria transformar em referência de moda uma empresa definida por consultores como “apagada”. O segundo seria tornar os produtos atraentes para consumidores de todas as classes sociais, e o terceiro, “o lance mais ousado”, na avaliação da revista, conquistar a liderança do mercado.
O problema que espreitava a estratégia de Flávio residia no fato de as metas, diante dos números, soarem como um delírio. Isto lhe ensinou a não murmurar sofrimentos. “Entre 2006 e 2008, por exemplo, o lucro líquido da companhia chegou a cair 38%”, lembra a publicação fluminense. Lembrando o episódio, Flávio salienta que “os funcionários achavam que eu estava louco e levaria a empresa a desaparecer”.
Aos poucos, porém, o aparente desvario deu lugar a indícios palpáveis de ganhos de eficiência. Nos últimos anos, o lucro líquido da Riachuelo ultrapassou o da Renner, a sua principal concorrente entre as companhias de capital aberto. O número de lojas mais do que triplicou na última década. Foi de 77 para 260. A “loucura” de Rocha, enfim, passou a ser chamada de “visão de futuro”.
Eis, como foi apresentada pela "Época Negócios", uma
amostra do eleitorado que aponta Flávio como
um dos melhores condutores de empresas do Brasil.
O grande alvo das mudanças que ele promoveu foi criar um modelo de negócios dotado de agilidade implacável e o mais afinado possível com os consumidores. O ideal, nesse esquema, é fazer com que uma calça igualzinha que a cantora Madonna usa em um “show” em Nova York num fim de semana esteja nas vitrines das lojas da Riachuelo no menor prazo possível.
Essa é a essência da indústria chamada de “fast-fashion”. Nesse terreno, Rocha deu um passo monumental. Na Riachuelo, hoje, o intervalo de tempo gasto entre o pedido do modelo e a sua colocação nas araras das lojas pode chegar a ser entre três e dez dias. Cinco anos atrás, esse mesmo período era similar à média do setor – dois meses. Ou seja, era um tremendo “slow-fashion”.
CEO é a sigla inglesa de “Chief Executive Officer”, que significa Diretor Executivo em Português. CEO é a pessoa com maior autoridade na hierarquia operacional de uma organização. É o responsável pelas estratégias e pela visão da empresa.
Não são todas as empresas que possuem uma pessoa no cargo de CEO. No geral, todas possuem um Diretor Geral, porém a função de CEO é mais utilizada em grandes empresas multinacionais, onde é necessário uma pessoa com habilidade e competência para estar à frente da organização como um todo.
Dependendo da empresa, o CEO pode ser também o Presidente do Conselho de Administração (em inglês Chairman of the Board). Neste caso, é nomeada uma pessoa para a função de Diretor de Operações (em Inglês, COO - Chief Operating Officer).
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(150708 às 21h04m).

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Lavoisier se acidenta e enfrenta cirurgia

O médico e político Lavoisier Maia Sobrinho, ex-governador, ex-deputado e ex-senador, sofreu fratura da base da bacia em acidente doméstico e terá de se submeter estes dias a cirurgia restauradora.
Ele passa bem, embora sofrendo com as dores decorrentes da fratura, segundo informação de familiares.
Com 85 anos, Lavoisier foi um dos mais renomados obstetras do Rio Grande do Norte, abandonando a medicina no início dos anos setenta ao ser convocado para a vida pública. Destacou-se, como secretário de Saúde do governo Tarcisio Maia, ao combater a ambulanciaterapia. No cargo e drpois como governador, distinguiu-se ao assegurar a presença de pelo menos um médico em cada município potiguar.
Pai da deputada estadual Márcia Maia (PSB) e ex-marido da vice-prefeita e ex-governadora Wilma de Faria, Lavoisier chegou a ser hospitalizado, mas como sua cirurgia deve aguardar alguns dias, pode a qualquer momento voltar para sua casa e aguardar aí o chamamento dos cirurgiões.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Servidores da Saúde esperam que Robinson os receba nesta quarta-feira

Os servidores da saúde do estado permaneceram todo o dia de hoje acampados na Governadoria. Pela manhã, eles tiveram a notícia de que o governador os receberia para uma audiência, às 13h.
Ao saber que Robinson Faria (PSD)não estaria presente, os servidores insistiram em um encontro com o governador, que será realizado às 10h desta quarta-feira (8), na Governadoria.
Os servidores montarão acampamento a partir das 09h.
Em greve desde o dia 11 de junho, os servidores da saúde do estado reivindicam reajuste salarial de 27% e a isonomia para os aposentados e em especial os municipalizados, que têm perdas de até 61%. Os servidores também cobram uma previsão para um novo concurso público, diante do déficit de cerca de 3.500 servidores na saúde estadual; a revisão no plano de cargos e a eleição direta para diretores, entre outros pontos.
[Do blog de Carlos Santos]
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(150707 às 23h33m).

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Senadores debaterão em Natal a violência contra a mulher

A reunião do Senado em Natal foi
proposta por Fátima Bezerra.
A comissão Mista de Combate à Violência Contra a Mulher do Senado aprovou nesta terça-feira (7) requerimento da senadora Fátima Bezerra para realização de audiência pública, no Rio Grande do Norte, sobre ações de combate à violência contra a mulher. O evento ocorrerá na Assembleia Legislativa, em data a ser definida.
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(150707 às 22h25m).

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Novo concurso para procurador da Fazenda Nacional oferece salário de R$ 17 mil

Novo edital de concurso público foi aberto com 150 vagas para o cargo de procurador da Fazenda Nacional de 2ª categoria. A remuneração inicial é de R$ 17.330,33. O cargo admite apenas a participação de formados em direito e com dois anos de prática forense. De acordo com o documento, a seleção foi expedida pela Advocacia-Geral da União e está sob a organização da Escola de Administração Fazendária (Esaf), do Ministério da Fazenda.
(Blog de Robinson Pires).
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(150707 às 22h18m).

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RN não vê desinvestimentos da Petrobras

Petrobras tende a investir menos na refinaria de Guamaré
e outros campos do Rio Grande do Norte, mas isto parece
não preocupar os líderes políticos potiguares.
Os líderes potiguares ainda não mostram se estão de olho em desinvestimentos que o agravamento da crise econômica nacional impõe ao Rio Grande do Norte.
É necessário, por exemplo, verificar em quanto prejudicará os negócios locais o fato de a Petróleo Brasileiro S/A (Petrobras) reduzir em 37% seus investimentos quadrienais, amputando uma inversão de 90,3 bilhões de dólares, conforme o plano para de 2015 a 2019 que ela apresentou anteontem à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Ao destacar que concentrará os investimentos na área do Pré-sal, a empresa deixou claro que o Rio Grande do Norte, se muito, terá direito à manutenção do custeio que ela não puder interromper.
Natal e Mossoró já mostram sinais da crise específica provocada pela desativação de negócios pela Petrobras, mas o discurso dos líderes não toca nisso.
Focalizei a questão com o texto acima na edição da semana passada de minha coluna no “Novo Jornal”, na quarta-feira 1°, e fiquei esperando que algum líder potiguar se manifestasse a respeito. Lastimavelmente, nada fizeram.
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(150707 às 18h21m).

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Deputados nem viram a “esparrela” do Vice-governador

A última esperança que o vice-governador Fábio Dantas nutria de ver entrar em vigor a lei que devolveria soldados da reserva da Polícia Militar à ativa remunerada foi duramente abalada pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembléia Legislativa, que, podendo, não se debruçou sobre o projeto. Antes, a matéria que deveria marcar a passagem do Vice-governador pela chefia do executivo já havia sido deserdada por colaboradores do governador efetivo, Robinson Faria, sem a chancela dos quais o texto não poderia ter sido enviado ao parlamento potiguar.
Hermano, na extrema esquerda, fala na reunião: deputados lavaram as mãos,...
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ROBERTO GUEDES
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Para estranheza do vice-governador Fábio Dantas e de outros aliados do governador Robinson Faria, ao se reunir extraordinariamente nesta segunda-feira, 6, ontem, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembléia Legislativa não examinou a admissibilidade do projeto de lei que o primeiro, enquanto chefiava interinamente o poder executivo, enviou ao parlamento, há poucos dias, com o objetivo de garantir que possam voltar à ativa, no serviço público, policiais militares que o limite da idade expulsória instalou na reserva remunerada de sua corporação.
Reforçando uma intranqüilidade que o envio da matéria ao parlamento instalou na Vice-governadoria, o projeto começou a ser examinado onde ele não esperava que o fosse, o ministério público estadual, que a priori o considera inválido, desde a quinta-feira 2, menos de 24 horas depois de desembarcar, ritualisticamente, no protocolo da Assembléia Legislativa.
Inconstitucional
A simples celeridade com que o “parquet” estadual anunciou que argüiria a inconstitucionalidade da proposta, um projeto de lei complementar que visaria restaurar direito já negado por tribunal superior, Fábio esperava que os deputados estaduais agilizassem sua aprovação definitiva como forma de entregar o fato consumado à justiça, até porque, de seu ponto de vista, ela também teria interesse na exumação daquele “status”.  
Para Fábio, seria péssimo que, ao invés de assinalar sua efêmera passagem pela chefia do governo, a iniciativa viesse a ser caracterizada, como ameaça, como algo que, por tudo, nunca deveria tê-lo animado e muito menos levado a transformá-la como criação sua. Daí a aposta de todas as suas fichas na reunião de ontem da comissão parlamentar.
Convocada excepcionalmente por sua presidente, deputada estadual Márcia Maia (PSB), a comissão agiu com prodigalidade ao se debruçar sobre diversas matérias.
Motivados por Márcia, os demais deputados mostraram generosidade, com destaque, ao começar a examinar alguns projetos que afetam a situação de serventuários da justiça, os quais ensejaram o chamamento em caráter extraordinário dias antes. Eles recorreram na semana passada à parlamentar a fim de mostrar-lhe que se estaria esticando demais a corda que os separa do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Cláudio Santos.
...a exemplo do que parece ter sido a conduta com
que Robinson (E) deixou Fábio enfrentar a polêmica sozinho.
Voltar ao quartel
Tamanha prodigalidade, entretanto, não parece haver alcançado o projeto de lei complementar, apesar de uma visão simplista que imperou fugazmente no gabinete de Fábio sugerir que seria capaz de resolver situações que incomodam o executivo, o legislativo, o judiciário e em termos o próprio ministério público estadual.
Esta visão decorre da medida que há semanas Robinson Faria adotou, de determinar que retornassem à polícia militar todos os praças e oficiais que atuam, como cedidos, em outros espaços do serviço público potiguar, com o objetivo de devolvê-los ao que seria o objetivo fundamental de seus empregos, o policiamento ostensivo em favor do cidadão. Para se ter ideia, o Tribunal de Justiça cogita de criar correndo uma polícia judiciária para ocupar o espaço em que estão hoje dezenas, senão centenas de policiais militares que Robinson mandou de volta para o quartel.
Em face mesmo deste interesse, que desde o início de junho se manifesta em todas as conversas de gabinetes e corredores da Assembléia Legislativa, Fábio torcia para que o parlamento iniciasse logo a tramitação legislativa de seu projeto para resolver com celeridade a situação de centenas de policiais militares que integravam um grupo mobilizado pelo poder executivo e subitamente perderam o direito a manter-se na ativa por decisão judicial.
Solidão
Para aumentar o desapontamento de Fábio, a ata da reunião não aborda o tema, expondo-o em solidão incômoda que não lhe aparecia diante de seu caminho, como expectativa, ameaça ou perspectiva, quando alguém, ainda não identificado, o levou a triunfalmente assinar o projeto. A colaboradores dele, pareceu que deputados amigos também deserdaram o grande projeto imputado a Fábio, a exemplo do que já haviam feito colaboradores da confiança personalíssima do governador efetivo.
Tatiana silenciou quando a proposta se revelou polêmica.
Apontado como uma das principais prioridades que Fábio gostaria de atacar ao assumir pela primeira vez a chefia do executivo, o que lhe foi ensejado por viagem de Robinson a Buenos Aires, o projeto de lei tende a motivar polêmica no campo jurídico. Ele diz que policiais militares da reserva com até 65 anos, homens, e sessenta anos, mulheres, poderão voltar à ativa por uma prazo máximo de 24 meses, para prover segurança dos imóveis pertencentes ao Estado ou aos Poderes, ao Ministério Público e Tribunal de Contas.
Neste retorno, para o qual serão designados pelo Comandante da Polícia Militar, os servidores fardados terão direito a abono de permanência, enquanto durar a designação; férias anuais remuneradas, acrescidas de 1/3; recebimento e uso de fardamento; e ficarão sujeitos às obrigações a cargo dos militares da ativa.
E os municípios que quiserem ter a sua disposição militares designados para a ativa, ficarão responsáveis, integralmente, pelos custos da cessão, como diz o texto, elaborado, a pedido de Fábio, por uma equipe indicada pela advogada Tatiana Mendes Cunha, chefe da Casa Civil e procuradora de carreira da Assembléia Legislativa.
Deserdado
Cingindo a questão ao enfoque financeiro, Tatiana procurou pavimentar o caminho para a aprovação parlamentar do projeto de lei assegurando que a proposta assinada por Fábio, com o objetivo de “assegurar a guarda dos imóveis pertencentes os Estado”, não criará ônus para o governo.
A Eduardo Nobre caberia examinar o texto antes de seu envio à
Assembléia Legislativa, principalmente quanto à sua constitucionalidade.
“Não acarretará aumento de despesa com pessoal, pois os destinatários das convocações receberão, somente, as parcelas correspondentes ao abono de permanência, terço de férias e verbas indenizatória”, salientou.
O argumento não bastou para o promotor de justiça Wendell Beetoven Ribeiro Agra, segundo outros operadores do direito o profissional que mais “faz a cabeça” do ministério público estadual, em termos de conteúdo, desde a posse de seu colega Reinaldo Reis como Procurador Geral de Justiça, há dois anos.
Responsável também pelo Controle Externo da Atividade Policial, de conformidade com a Constituição Federal, ele diz que, ressalvadas alterações de forma, o projeto de lei guarda “similaridade com o conteúdo disposto na Lei Estadual nº 6.989/1997”, que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte considerou inconstitucional em 2009.
Matéria vencida
Segundo Wendell Beetoven, não há nem o que discutir a respeito, pois se trata do que seria qualificado como “matéria vencida” na linguagem parlamentar e “exumação de cadáver” no jargão jurídico e policial:
“Já foi decidido que as atividades inerentes aos guardas patrimoniais não poderiam ser desempenhas por policiais militares da reserva, mas pelos ativos”, simplifica.
Se a instalação desta polêmica já se inoculara no entorno de Fábio Dantas como péssimo presságio para uma das únicas iniciativas que adotou na semana em que governou o Rio Grande do Norte, dizem operadores do direito situados no Centro Administrativo, o ambiente se lhe tornou pior ainda depois que uma cortina de silêncio se abateu sobre o projeto de lei complementar.
Inimigos cordiais
Ainda sem certeza sobre o DNA da empresa, colaboradores informais de Fábio sugerem que, ao enviar o projeto de lei complementar à Assembléia Legislativa, ele esperava estar prestando serviço a Robinson, como se aceitasse assumir o ônus da paternidade da iniciativa para poupar o chefe efetivo do executivo de qualquer desgaste.
Os defensores desta certeza esgrimem, a respeito, o fato de que Fábio foi informado de que assumiria o governo a apenas pouquíssimos dias antes de Robinson embarcar, o que não lhe teria conferido tempo para lançar a proposta, no âmbito interno do executivo, e supervisionar a elaboração do texto até o dia da viagem, quando o assinou solenemente.
Muito menos seu relacionamento com Tatiana estaria tão bom ao ponto de ele confiar-lhe a supervisão desse trabalho.
Como se viu, a Chefe da Casa Civil nem prestigiou, digamos assim, a posse de Fábio, transferida para uma dependência do aeroporto Aluizio Alves, em São Gonçalo do Amarante, por ocasião do embarque de Robinson, exatamente para evitar o constrangimento de ser realizada no prédio em que há meses o Vice-governador e Tatiana mal conseguiam se cumprimentar devido a várias crises políticas em que se batem há meses. Esses conflitos têm sido desviados da opinião pública por um grande batalhão de colaboradores que Robinson mobilizada na mídia, principalmente nas redes sociais.
Poder vitalício
Para Wendell, além de inconstitucional o projeto é matéria vencida.
Para piorar o ambiente em torno do Vice-governador e seu rebento legislativo, o retorno de Robinson a Natal mostrou que o chefe do executivo não quer envolver seu nome com esta e com outras iniciativas que atraíram contraditório e maus olhados para Fábio em seus dias de carro oficial número 001, como o decreto de desapropriação do quintal do edifício residencial Luciano Barros, em Petrópolis, com o fito de abrigar um estacionamento para o Tribunal de Contas do Estado.
O que terminou prevalecendo a respeito da proposta de garagem, foi a impressão de que Fábio decidiu à revelia de Robinson para agradar ainda mais aos integrantes do Tribunal de Contas, onde tentou desembarcar há alguns anos e dizem que ainda sonha em se instalar com um projeto de poder vitalício.
Virando as costas
Com a pulga atrás da orelha, como dizem conhecedores do Vice-governador, Fábio não fala sobre o reaproveitamento dos policiais aposentados desde que o ministério público passou a torpedear sua iniciativa, mas esperava que o governo em si o apoiasse. Para sua surpresa, porém, auxiliares da maior confiança de Robinson que teoricamente compartilhariam o DNA do projeto parecem ter-lhe virado as costas.
Tatiana se esquivou de defendê-la na imprensa, indicando, para defender a matéria, o consultor geral do Estado, o sub-procurador geral da República aposentado Eduardo Nobre. Afinal, como deixou claro, o texto não teria sido encaminhado pelo Governador à Assembléia Legislativa se antes não houvesse sido chancelado pelo Consultor Geral.  
Procurado por jornalista, porém, Nobre também desconversou a respeito. Como narrou a jornalista Anna Ruth Dantas, do matutino impresso “Tribuna do Norte”, “por telefone, Eduardo Nobre disse que ‘não queria falar sobre isso’ e encerrou o assunto”.
Casca de banana
Fábio esperava sair desta orfandade após o retorno de Robinson, que olimpicamente desconheceu a matéria. Em seguida, muitíssimo bem relacionado na Assembléia Legislativa, onde sua esposa, deputada Cristiane Dantas (PPS), ocupa a cadeira que ele ocupou até o ano passado, Fábio passou a apostar mais na certeza de que a cônjuge e os ex-colegas de parlamento, inclusive adversários em termos de partidos e grupos políticos, o respaldariam, agilizando logo a aprovação do projeto de lei complementar. 
Nem a atuação do deputado Hermano Morais (PMDB), com quem o prefeito Arlindo Dantas, pai de Fábio, procura se harmonizar na política de São José de Mipibú, principal reduto político de sua família, ajudou o Vice-governador a colocar o trem sobre os trilhos e fazê-lo andar na reunião da comissão. 
O que se viu ontem foi-lhe verdadeira traulitada, na avaliação de aliados de Fábio que ainda procuram descobrir se ele caiu em alguma esparrela e quem a empurrou seu pé para cima da casca de banana.
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(150707 às 11h43m).

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Servidores municipais acamparão na câmara nesta terça-feira

Apesar do compromisso firmado desde a última quinta-feira (2), a Prefeitura de Natal não compareceu a reunião marcada para esta segunda-feira (6), na Sempla, quando seria apresentada uma proposta de reajuste para a Data-Base. Diante disso, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Natal (Sinsenat) marcou um acampamento na Câmara dos Vereadores para amanhã (7), a fim de que sejam paralisadas todas as votações da Casa, até que o índice seja entregue pela gestão.
A paralisação das atividades na casa legislativa conta com o apoio dos próprios parlamentares, que assinaram um documento no qual garantem que só votariam a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) se a Data Base também fosse apreciada. O início do acampamento está marcado para às 7h e deve seguir até que o Prefeito Carlos Eduardo se pronuncie sobre o assunto.
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(150707 às 00h42m).
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Resultado do Prouni já está na internet

O resultado da segunda chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) já está disponível na internet. Os estudantes pré-selecionados têm até o próximo dia 10 para comprovar nas instituições de ensino as informações prestadas no momento da inscrição.
É de responsabilidade do candidato verificar na instituição os horários e o local ao qual deve comparecer para apresentar os documentos necessários. Quem perder o prazo ou não comprovar as informações é automaticamente reprovado.
Entre os documentos a serem apresentados estão um de identificação, comprovantes de residência, de rendimento do estudante e de integrantes do grupo familiar e comprovantes de ensino médio.
Quem não foi pré-selecionado na segunda chamada ainda poderá manifestar interesse em participar da lista de espera entre os dias 17 e 20 de julho, na página do ProUni.


Nesta segunda edição de 2015 foram ofertadas 116.004 bolsas por 856 instituições particulares de educação superior. Das bolsas disponíveis, 68.971 são integrais e 47.033 parciais.
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(150707 às 00h35m).
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INSS, Anvisa e Funasa entram em greve hoje

Servidores Federais do INSS, Anvisa e Funasa entram em greve por tempo indeterminado no RN

Servidores federais dos ministérios da Previdência Social, do Trabalho e da Saúde no Rio Grande do Norte vão entrar em greve, por tempo indeterminado, a partir desta terça-feira (7). Com a paralisação desses analistas e técnicos da União, fica suspensa a maior parte dos atendimentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e das agências regionais do Trabalho no Estado.
A greve dos servidores é motivada por cinco reivindicações principais. São elas: a reposição salarial em conformidade com a inflação, a incorporação de gratificações, a paridade entre ativos e inativos, a realização de concurso público para repor o quadro funcional e a regulamentação das 30 horas da jornada de trabalho para todos da categoria. O Governo Federal apresentou proposta de reajuste inferior ao valor das perdas salariais e ainda com a condição de ser concedido ao longo de quatro anos.
De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Previdência, Saúde e Trabalho do Estado (Sindprevs-RN), servidora Fátima Caldas, a decisão pela paralização foi acordada em assembleia pela categoria e acompanha um movimento nacional. “Há uma tentativa antiga de diálogo com o Governo Federal, mas o assunto nunca fui tratado com prioridade pelo Executivo. Apenas dois estados do país não aderiram à paralisação, Goiás e Amazonas”, conta a presidente.
O início da greve no RN será marcado por uma audiência pública na Câmara Municipal de Natal às 9h e ato público às 11h, em frente à central do INSS de Natal, localizada na Rua Apodi, no bairro de Tirol, ambos nesta terça-feira (7). Oportunidades em que os servidores vão dar ciência à sociedade da paralização e apresentar publicamente as suas razões. “Vamos respeitar a manutenção do mínimo de 30% dos serviços essenciais, já que o objetivo da greve é chamar a atenção do Governo e não prejudicar a população”, esclarece Fátima. 
No caso do INSS, algumas agências vão funcionar internamente, mantendo apenas os atendimentos considerados urgentes. O Sindicato pretende mobilizar a categoria para ter um movimento paredista de pelo menos 70% dos servidores da sua base e informa que a greve tende a ser crescente em todo o país caso o Governo Federal não retroceda e negocie.

A última grande greve nacional dos servidores do INSS aconteceu no ano de 2009, quando os analistas e técnicos do Instituto paralisaram as atividades por mais de 28 dias. No Rio Grande do Norte, existem mais de 30 agências do Instituto. A paralisação da categoria significa, entre outras coisas, a suspensão dos atendimentos de aposentadoria, pensões e benefícios assistenciais, sem data para retorno, em todas as agências de Natal e do interior do Estado.

Imagem da Padroeira do Brasil virá para Natal

Arcebispo de Natal vai receber imagem de Nossa Senhora Aparecida


domjaimeAP
O arcebispo metropolitano de Natal, dom Jaime Vieira Rocha, vai receber a imagem da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, nesta terça-feira (07), às 9h, no Santuário Nacional, na cidade de Aparecida (SP). Dom Jaime presidirá a missa, que será concelebrada pelos 120 padres da arquidiocese de Natal. O grupo está em Aparecida, no período de 06 a 10 de julho, fazendo retiro espiritual. A celebração, nesta terça-feira, poderá ser acompanhada pelos fiéis através da Rede Vida de Televisão e da TV Aparecida.

A imagem de Nossa Senhora Aparecida peregrinará na Arquidiocese de Natal, de agosto deste ano a julho de 2016. A peregrinação faz parte da programação em preparação ao jubileu dos 300 anos que a imagem da padroeira do Brasil foi encontrada no Rio Paraíba do Sul, no interior de São Paulo. A chegada oficial da imagem a Natal acontecerá dia 8 de agosto, por ocasião do show de lançamento do projeto Sintonia do Bem, na Arena das Dunas.
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(150707 às 00h23m).

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Prefeitura assumirá controle dos casos de alta complexidade em Natal

A partir de 1º de agosto a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Natal passará a ser responsável pela regulação dos exames de alta complexidade. Nesta segunda-feira (6), a SMS realizou reunião com os representantes das quatro policlínicas e os cinco distritos sanitários de Natal para discutir o assunto. Atualmente, esses requerimentos são solicitados por meio da Central de Regulação da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), mas, a partir do dia 1º de agosto, passarão a ser regulados pelo município.
“É o caso das ressonâncias, cintilografias, tomografias, densitometrias, cateterismos, que antes precisavam ser regulados pelo Estado e que, a partir de agosto, passarão a ser responsabilidade do município. Esses tipos de exames deverão ser pedidos nas quatro policlínicas existentes em Natal, além das cinco sedes dos distritos sanitários e na unidade de Pajuçara, porque o Distrito I, onde ela fica localizada, não possui policlínica”, explicou a secretária adjunta de Atenção Integral à Saúde da SMS, Saudade Azevedo.
A secretária adjunta disse que a reunião também foi um momento importante para que os diretores das policlínicas e dos distritos pudessem tirar as dúvidas ainda existentes, porque já está certo que a partir de agosto esses locais passarão a receber as solicitações. O encontro serviu ainda para informá-los sobre o calendário do curso de capacitação dos profissionais que vão operar o sistema na Central de Regulação, e cujas aulas serão ministradas pela equipe da Central Metropolitana na próxima semana.
“A maioria já trabalha com o Sistema de Regulação (Sisreg) e a capacitação é mais no sentido do cuidado com a solicitação, a apuração e detalhamento da informação tratada, o registro dos exames anteriores feitos pelo paciente e suas conclusões. São vários detalhes que precisam estar pormenorizados, para que o usuário não seja prejudicado”, explicou Saudade Azevedo.
Para a secretária adjunta de Atenção à Saúde, a descentralização dos exames de alta complexidade vai beneficiar sobretudo os usuários, porque eles poderão procurar o Distrito Sanitário ou a policlínica mais próxima da residência dele.

“Começaremos com os pilotos nestas unidades e, dependendo das avaliações que serão feitas daqui a alguns meses, a regulação dos exames poderão ser estendidos também para as unidades de saúde. Mas isso só será estudado mais à frente”, afirmou.
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(150707 às 00h20m).

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Supremo mantém José Lira longe do juizado de Ceará Mirim

supremo

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou provimento a agravo regimental interposto pela defesa do Juiz de Direito José Dantas de Lira na ação cautelar nº 3.873 ajuizada pelo Ministério Público Estadual, mantendo o afastamento do Magistrado de suas funções por tempo indeterminado. O julgamento foi publicado em Acórdão da Primeira Turma do STF, por maioria de votos, tendo como relator o Ministro Luís Roberto Barroso.
O recurso foi interposto contra decisão do Desembargador Cláudio Santos, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, que deferiu o pedido do MPRN de suspensão do exercício das funções públicas do Juiz de Direito da 1ª Vara Cível da Comarca de Ceará-Mirim, denunciado por corrupção passiva e formação de quadrilha (art. 317, § 3º e art. 288, ambos do Código Penal).

O Magistrado, segundo sustenta o MPRN, seria a figura central de esquema criminoso de venda de decisões judiciais, por meio dos quais era viabilizada a liberação da margem consignável de servidores públicos para obtenção de empréstimo consignado.
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(150707 às 00h15m).

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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Chuvas voltam a esburacar a estrada de “Cajupiranga”

Buraqueira é maior e mais
perigosa na área da Coopab.
Novos buracos na rodovia entre Nova Parnamirim e Cajupiranga recomendam recapeamento em lugar de sucessivas "operações tapa buraco".

As chuvas que nos últimos oito dias molharam muito a Grande Natal promoveram verdadeira operação “cava buraco” na “Transcoró”, a RN 66, rodovia estadual que liga os bairros da Esperança, vizinho ao distrito de Cajupiranga, e de Nova Parnamirim, no município de Parnamirim, devolvendo-lhe a condição de um dos piores e mais perigosos trechos da malha viária da região metropolitana.
Ela voltou à condição de “queijo suíço”, furadíssimo, menos de um mês depois de o Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (Der) tê-la submetido a uma “operação tapa buraco” que entupiu-lhe centenas de cavidades que cortavam pneus e ensejavam acidentes quando motoristas tentavam se desviar em verdadeiro ziguezague.
Ressaltando-se que os buracos tapados nessa ocasião continuam cheios, usuários da estrada reclamam porque os que surgiram agora têm partes tão cortantes quanto aqueles. Segundo moradores do bairro da Esperança, em média dez pneus de automóveis estão sendo cortados diariamente pelos buracos.
O diretor geral do Der, general Jorge Fraxe, ainda não anunciou a realização de nova ofensiva com o propósito de devolver o nivelamento à estrada, que na verdade reclama um completo serviço de recapeamento, notadamente no trecho que vai da área conhecida como “Coopab” a Cajupiranga.      
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