segunda-feira, 13 de julho de 2015

Servidores vêem “carta marcada” para o Médico Cirúrgico

Exigências que a secretaria de Saúde mostrou para alugar um edifício previamente preparado e equipado para acolher o Hospital Municipal, inexplicavelmente não instalado no dos Pescadores, parecem aos técnicos da pasta elaboradas sob medida para que a escolha contemplem o Médico Cirúrgico, ao qual o prefeito Carlos Eduardo Alves havia escolhido antes de a municipalidade passar a sugerir que adota o processo licitatório previsto em lei.
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Escolhido pessoalmente pelo prefeito Carlos Eduardo, o prédio do...
Roberto Guedes
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Funcionários da secretaria municipal de Saúde suspeitam de que não passe de mero jogo de cartas marcadas numa operação entre amigos o processo teoricamente licitatório que a prefeitura de Natal lançou na semana passada alegando estar procurando um imóvel apto a acolher o primeiro hospital municipal da capital potiguar. Pelo que dizem, tudo não passa de uma arrumação para que a municipalidade termine alugando o esqueleto do Hospital Médico Cirúrgico, realizando enfim uma vontade subjetiva que o prefeito Carlos Eduardo Alves externou em várias ocasiões. 
Eles torcem para que, findo o prazo de cinco dias úteis que a prefeitura concedeu para que donos de imóveis interessados apresentem suas propostas a fim de testemunharem a lisura do processo. Receiam que donos de outros prédios teoricamente aptos se apresentem apenas para fazer esteira aos do Médico Cirurgico, subscrevendo propostas menos vantajosas que estes protocolarem em resposta à publicação municipal. E lastimam que no afã de ocupar o prédio previamente escolhido a prefeitura atropele até critérios que um dia a distinguiram nacionalmente por legislar a respeito do impacto no trânsito.
Bairro errado
Pelo que dizem, o simples fato de a administração escolher a região Leste como sede do hospital alimenta a suspeita de direcionamento, porque a maioria dos hospitais particulares e alguns governamentais de Natal tem sede nos bairros de Petrópolis e Tirol, que integram a área contemplada na publicação com que o governo da cidade manifestou seu propósito.
De olho na evolução que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tem mostrado em relação ao crescimento urbanístico e populacional de Natal, sugerem que a melhor área para o hospital municipal não mais seria Petrópolis e Tirol, bairros que marcaram muito a infância e as amizades de Carlos Eduardo.
Naquela época centrado no bairro da Cidade Alta, o eixo da cidade se transferiu para a avenida Bernardo Vieira, entre as avenidas Xavier da Silveira e Mário Negócio, em função da expansão que as construções residenciais experimentaram na zona sul e à esquerda do estuário Potengí. Com base nesta evolução, sugerem que, para atender à população das zonas norte e oeste, bem como às de outros bairros, o melhor seria instalar o hospital nesta área.
Encomenda
...Médico Cirúrgico, até por não ter estacionamento, tende
a atrair dores de cabeça e problemas legais para a prefeitura...
Os servidores da Saúde também chamam atenção para dois detalhes, um ocorrido entre a pasta haver anunciado que alugaria o Médico Cirurgico e a publicação no “Diário Oficial do Município” à procura de algum que “tem que ser novo ou em bom estado de conservação, compatível com o funcionamento de unidade hospitalar localizado obrigatoriamente no Distrito Sanitário Leste do Município de Natal, devendo possuir instalações elétricas e hidráulicas em perfeito estado de funcionamento, carga elétrica que permita atender à necessidade de refrigeração de todos os ambientes, além de dispor de instalação de cabeamento para rede lógica em todas as salas”.
“Se houvesse encomendado por qualquer ‘site’ de compras, não teriam feito melhor para chegar aonde realmente querem chegar”, assegura um líder dos servidores estranhando ainda que, ao anunciar a adoção de um hospital particular fechado como se fosse o hospital municipal, a prefeitura não diga nada sobre o fiasco que antecede ao outro. “Ela não diz porquê e como matou o projeto de transformar o Hospital dos Pescadores, nas Rocas, no primeiro Hospital Municipal, notou”?
Precedente do Itorn
Um dos dois fatos que intrigam os servidores é que a sede do antigo Médico Cirúrgico havia sido inspecionada por técnicos e médicos da prefeitura antes que esta recuasse da atitude de simplesmente anunciar que o alugaria. Na inspeção, ficou clara a compatibilização entre o que o prédio oferece e o que desejam Carlos Eduardo e o secretário de Saúde, médico Luiz Roberto Fonseca.
A seu ver, a descrição no documento oficial corresponde a um “desenho” do Hospital Médico Cirúrgico, da mesma forma como o antigo Itorn se encaixou perfeitamente nas “exigências” que a secretaria estadual de Saúde expôs quando quis alugá-lo, na gestão da então governadora Wilma de Faria, a fim de celeremente inaugurar um “hospital” em homenagem ao médico Ruy Pereira, que dirigia a pasta da Saúde e morreu subitamente num acidente automobilístico entre Natal e Recife.
Arrumadas as exigências legais, rapidamente, como queria, o governo mudou a placa no frontispício do prédio, rebatizando-o em homenagem a Pereira. A partir de então, passou a sofrer uma enxurrada de problemas pelas irregularidades que presidiram a escolha e a contratação e pelas inadequações que o prédio opunha aos objetivos verdadeiramente ligados ao bem comum.   
Novotel
Os servidores adotam outro precedente de cartas marcadas na locação, pela mesma secretaria municipal de Saúde, das instalações do extinto hotel Novotel Ladeira do Sol, para nela instalar-se juntamente com a pasta da Saúde. Por tudo, o ritual processual lhe pareceu adequado para que a escolha se encaixasse naquele, e em mais nenhum outro prédio.
Esta locação gerou para a prefeitura um sem-número de problemas junto a órgãos governamentais encarregados de fiscalizar a aplicação honesta de recursos públicos, o que não parece estar sendo evitado na condução da escolha do imóvel que abrigará o Hospital Municipal.
“Com essa publicação, a bola ficou bem na marca do pênalti para alguém chutar e acertar nele”, adverte um líder de servidores, referindo-se às exigências da prefeitura e esperando não estar acertando na mosca.
“Não quero ter a sensação de que critérios de impessoalidade, moralidade e valores contemplados na Constituição brasileira estejam sendo sejam triturados neste processo”, salienta.
...a exemplo dos que lhe advieram quando escolheu subjetivamente o
então Novotel para abrigar as secretarias de Educação e de Saúde.
Consulta ao Promotor
A pior coincidência, a seu ver, porém, é que entre o instante em que a prefeitura deixou de anunciar que havia escolhido o Médico Cirúrgico e a publicação que lhe parece simulação de processo licitatório legal autoridades municipais trataram do assunto com expoentes do ministério público.
A realização da conversa sugere que alguém mostrou a necessidade de coadunar a escolha feita ao estamento jurídico sob pena de logo em seguida à assinatura do contrato de aluguel a promotoria pública cair em cima da prefeitura e da perspectiva de candidatura de Carlos Eduardo à reeleição.
No encontro, como quem mostrasse querer andar mesmo na linha, os agentes municipais teriam feito com que os do “parquet” mostrassem o mínimo que precisariam fazer para conduzir legalmente o processo e a partir desses ensinamentos adaptarem s exigências do ministério público à escolha previamente feita por Carlos Eduardo.
Figurino perfeito
Os servidores dizem que outras “exigências” elencadas pela secretaria de Saúde apontam claramente para o Médico Cirúrgico. Reproduzindo o que diz a publicação governamental, descrevem o que definem como o “figurino perfeito” para o Médico Cirúrgico, se bem que aplicável também a outros edifícios hospitalares que conhecem em Petrópolis e em Tirol, alguns dos quais sediam empresas em situações muito difíceis e podem a qualquer instante oferecer competitividade ao processo licitatório:
“A Secretaria Municipal de Saúde estabelece ainda como pré-requisito para locação que o imóvel possua entrada para sistema de telefonia fixa, capacidade para no mínimo 80 leitos, sendo destes, 10 leitos de terapia intensiva, recepção, sala de acolhimento, salas administrativas, sala de reanimação, mínimo de três salas no bloco cirúrgico, sala de raios X baritada, repouso para as equipes assistenciais, estrutura de cabeamento lógico, rede canalizada de gases, central de esterilização, depósito de materiais de limpeza, subestação de energia com grupo gerador, espaço físico suficiente e necessário para Serviço de Nutrição e Dietética, refeitório, farmácia, sala de manutenção, necrotério, laboratório, almoxarifado, e ainda, espaço físico adequado para pronto atendimento (24 horas por dia, 7 dias por semana) com atendimento à urgência e emergência, além de no mínimo 20 vagas para estacionamento”.
Pouco tempo
Segundo dizem os servidores da Saúde, ninguém teria condições de oferecer em cinco dias úteis um edifício com tais características, exceto em duas condições. Uma é o dono de um imóvel em que a até alguns anos tenha funcionado um hospital, e só ele, ter-se preparado adredemente para responder a este edital, oferecendo então o mesmo prédio que agradou ao Prefeito e à inspeção municipal que agiu antes de a municipalidade passar a procurar aparentar que desistiu da livre escolha em função do processo licitatório aparentemente legal.
Outra hipótese é subitamente o dono de outro hospital interessar-se por desistir de ser gestor em sua área para se transformar em simples dono de imóvel alugado e passar a concorrer com os donos do Médico Cirúrgico na licitação municipal.
Dizendo que a legislação atual impediria a simples construção do Médico Cirúrgico, os servidores torcem que  torcem para que o negócio não o contemple porque o prédio não tem uma sequer vaga de estacionamento.
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(150713 às 10h34m).

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Mega-Sena pagará sete milhões na quarta-feira

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 1.722 da Mega-Sena, realizado neste sábado em Ipameri, Goiás. O próximo prêmio deverá ser de R$ 7 milhões. Acertaram a quina 33 apostadores. Cada um receberá R$ 52.798,49. A quadra teve 2.640 acertadores e cada um vai ganhar R$ 942,83.
Confira os números sorteados: 9, 23, 39, 41, 49 e 58.
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(150712).

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Dilma capou 34% da Educação Básica

Relatório do movimento Todos Pela Educação (TPE), divulgado na última quinta-feira (2) aponta que o Brasil ainda precisa incluir cerca de 2,8 milhões de crianças e adolescentes na educação básica. Nos últimos três anos, a área teve orçamento autorizado de R$ 27,8 bilhões, dos quais R$ 18,3 bilhões foram utilizados.
O levantamento do Contas Abertas considerou a subfunção “Educação Básica”. Os dados são correntes e condizem com o período de 2012 a 2014. Em 2015, R$ 9,4 bilhões estão previstos para a iniciativa, mas até o momento R$ 29,6% (R$ 2,8 bilhões) foram desembolsados.
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Por falta de dinheiro, MEC cancela avaliação de alunos da alfabetização


O Globo revelou que, por questão de economia, o Ministério da Educação (MEC) decidiu cancelar a avaliação anual dos alunos do 3º ano do ensino fundamental da rede pública do país. A Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) tem o objetivo de avaliar o conhecimento dessas crianças, na média de 8 anos de idade, em leitura, escrita e matemática. O MEC confirmou que a razão do cancelamento foi mesmo financeira. Em 2014, cerca de 2,9 milhões de alunos se submeteram à essa avaliação, e o custo foi de R$ 150 milhões.

Este ano seria a terceira edição da ANA, que começou em 2013. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela aplicação das provas, informou que o propósito é manter a avaliação anual, apesar da crise econômica e da dificuldade de caixa do governo. Até agora não foi divulgado nenhum resultado desse exame. A revelação do cancelamento da prova foi publicada pelo “Estado de S.Paulo” neste sábado.
[Blog de Robson Pires]
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(150712 às 23h58m).

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domingo, 12 de julho de 2015

Precatórios só pagarão 37% aos servidores da UFRN

Cobrando 24% do valor da causa, os advogados dos professores da Universidade Federal (UFRN) receberão mais dinheiro do que seus constituintes, se e quando estes embolsarem o que a União lhes deve. O governo federal, porém, ficará com a maior parte, retendo 27% a título de Imposto de Renda e 11% como contribuição previdenciária.
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Iaperi, receando ser tungado: reduzir os ganhos dos advogados a 20%.
Roberto Guedes
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Professores e servidores da Universidade Federal (UFRN) vivem dias de forte expectativa em função da interminável história do recebimento de verdadeiro “bolão” ensejado por precatórios da União que não lhes chega há mais de vinte anos. Segundo consta na área, a próxima sexta-feira, 17, é um dia fatal para sua espera, por conta de nova decisão que a Justiça Federal agendou sobre a execução de decisão tomada há tempos no sentido de os pagamentos deixarem de ser promessa.
O pior problema a espreitá-los é que mesmo quem receber na data aprazada só embolsará 37% do que consta em suas planilhas. Sessenta e três porcento ficarão com o próprio devedor, a União, que tem prerrogativas em função da arrecadação de tributos e de contribuições previdenciárias incidentes sobre esse repasse, com advogados e com a entidade sindical que representa os professores.     
Cálculos errados
Quem chamou a atenção de muitos colegas para esta data-limite foi o médico Iaperi Araújo, professor da Faculdade de Medicina e um dos expoentes da maternidade-escola Januário Cicco, em Natal, depois de comparecer à sede da Associação dos Docentes (Adurn) da instituição com o propósito de conferir cálculos do que tem a receber a título de precatório.
“A gente podia fazer um pleito prá reduzir o percentual dos advogados para 20%, pois nós, os beneficiários, é que vamos receber menos”, sugeriu o médico, sem contudo adiantar se partiu da palavra para a ação no rumo que apontou.
Ele soube na Adurn que se vence no dia 17 o prazo para 192 professores de sua área para embolsarem o que lhes deve a União. Conversas com outros docentes lhe mostraram que os credores precisam comparecer à sede da Adurn, que é entidade sindical, porque de outra forma tendem a experimentar surpresas desagradáveis quando e se receberem o que esperam.
Contestando na justiça
“Do dinheiro que os professores pensam receber e já planejam como gastá-lo, nem contem como total”, salienta o médico. Ele citou uma colega que estava sendo tungada, fato que ameaça todo integrante do grupo. Segundo a professora, o pólo passivo da ação que os docentes da UFRN ganharam e esperam ver cumprida lhe destinou somente 10% do que na verdade ela tem direito. Ela já contestou na justiça, onde teme ter de enfrentar o braço forte do poder executivo, que recalcitra porque quer.
Após conferir sua situação, Iaperi concluiu que os ganhadores só embolsarão o dinheiro lá para 2016 e em 2017, e mesmo assim deixando no banco a maior parte do que têm a receber: 24% serão carreados para os advogados e 1% para o sindicato, enquanto a secretaria da Receita Federal ficará com 38%, a título de Imposto de Renda e contribuição previdenciária. Serão 27% para a primeira e 11% para a segunda rubrica, respectivamente.
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(150713 às 00h00m).

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Novo aeroporto cobra estacionamento a quem não usa

Há mais de um ano os administradores do aeroporto internacional Aluizio Alves, em São Gonçalo do Amarante, cobram pela simples entrada de um automóvel no terreno do terminal aeroportuário, e não pela utilização do estacionamento em si, e mesmo assim os motoristas natalenses não esboçam qualquer reação contra esta exploração. Ela também não foi notada pelos servidores públicos que deveriam defender o consumidor.   
Basta o automóvel entrar no terreno do aeroporto de São Gonçalo... 
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ROBERTO GUEDES
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O natalense que precisar ir hoje ao aeroporto internacional Aluizio Alves, em São Gonçalo do Amarante, e lá não utilizar o parque de estacionamento da casa terá que pagar como se nele houvesse deixado algum automóvel, graças a uma estratégia empresarial com que os proprietários do terminal estão ganhando dos visitantes, na maior moleza, um dinheiro considerável.
A imposição compulsória da obrigação de pagar pelo estacionamento está custando entre dez e quinze reais a cada proprietário de automóvel que simplesmente visita o aeroporto, algo que não existia no Augusto Severo, em Parnamirim, e nunca foi praticado em qualquer outro tipo de estabelecimento em Natal. E quem não quiser pagar não pode nem mesmo retirar-se do aeroporto. O esquema de segurança do estabelecimento não o permite. 
É proibido parar
Em toda a área do terminal aeroviário, inaugurado há pouco mais de um ano, não há onde o motorista parar seu carro e demorar-se alguns instantes sem usar a área de parqueamento. Onde um carro se demora muito aparece sempre um funcionário mandando tirá-lo do canto porque estorva isto ou aquilo ou simplesmente porque é proibido parar ali, como preferem dizer.
...para o dono pagar taxa de estacionamento, utilizando ou não esta área.
E mesmo se houvesse onde parar à distância do estacionamento a cobrança viria inexoravelmente: no Aluizio Alves, o cidadão paga pedágio simplesmente porque visitou o aeroporto, algo inconcebível em qualquer lugar do mundo e que inexplicavelmente ainda não despertou reações em contrário dos visitantes.
Para entender o que acontece é necessário partir de um princípio: não é taxa de estacionamento, e sim assalto ao visitante, uma verdadeira extorsão, o que os donos do aeroporto internacional Aluizio Alves cobram aos condutores de veículos rodoviários que precisam apenas ir e voltar ali.
Constatação tardia
Só depois de passado o primeiro ano desde a inauguração do terminal é que proprietários natalenses de automóveis que eventualmente demandam ao terminal aeroportuário começam a se dar conta de que ali estão pagando, à guisa de estacionamento, pelo simples fato de fazerem suas máquinas levar algo ou alguém até lá, e mesmo assim sem esboçar qualquer movimento visando se ressarcir.
Imagine-se um cidadão que leva alguém ao aeroporto, permanecendo ali menos de cinco minutos, ou mais do que isto, dez, trinta minutos, sem sair de seu carro e sem colocá-lo no estacionamento, permanecendo como é lícito a qualquer motorista em qualquer lugar do mundo, salvo aqueles caracterizados como onde é proibido ficar.
Sem pagar, não sai
Sofrerá o problema todo e qualquer alguém que vá dirigindo seu automóvel, para onde o passageiro desce, pega sua bagagem e penetra na estação de acesso aos vôos. Imagine-se que tão logo o passageiro começa a andar a pé, o motorista aciona seu carro de volta ao local de sua origem. Ao sair do terreno do aeroporto, ele terá que passar pela mesma estação de pedágio pela qual passou ao chegar ao terminal aeroviário.
Na entrada, o condutor recebe um cartão de plástico ao entrar, magnetizado, programado para medir o tempo em que permaneceu no terreno do aeroporto; ao sair da estação de passageiros, ele insere o cartão numa máquina que fixa o valor a pagar, informando simultaneamente aos funcionários da plataforma de pedágio. Concluído o deslocamento entre a estação de passageiros e esta plataforma, aí o condutor do automóvel pagará a título de estacionamento.
A preço de hoje, paga uns catorze reais, como ocorreu pela demora de alguns minutos à pessoa que enfrentou este processo para o Blog de Roberto Guedes, ou mais, segundo outros depoimentos.  
Paga-se para percorrer o aeroporto
O problema é que a taxa de estacionamento está sendo cobrada aos veículos que não o utilizam, e sim aos condutores de todos os que tiverem acesso ao terreno do aeroporto, como quem paga ingresso para entrar numa sala de projeção a fim de assistir a um filme, ou para instalar-se sob uma lona e deliciar-se com um espetáculo circense. A relação social e comercial que os donos do estabelecimento impõem é mesmo semelhante à venda de ingressos para cinema, circo, festas, jogos de futebol, salvo o fato de receberem o pagamento na saída, e não na entrada.
Inapelavelmente, o consumidor enfrenta a exigência de um pagamento sem o qual não tem acesso ao local e ao tipo de atividade almejada para se realizar no espaço da estação de passageiros.
Esta cobrança seria justa se o que estivesse em jogo fosse percorrer todo o trajeto de uma estrada, como ocorre nas rodovias cuja manutenção é custeada pela renda de pedágios. Não é justo, porém, cobrar estacionamento ao dono de um automóvel somente porque entrou no espaço chão do aeroporto, sem efetivamente utilizar o estacionamento deste.
Admirar decolagens
A impressão que esta exigência transmite é a de que os donos do aeroporto procuram impor a Natal uma conduta que até poderia ser explicada em outras paragens, mas não aqui.
Ela recorda como paulistanos gostam de ir ao aeroporto, como se deslocar-se até este tipo de terminal fosse uma diversão em si.
Ancestralmente acontece isto, por exemplo, aos paulistanos que passam tardes nos aeroportos de Congonhas, na sua capital, e de Cumbica, no vizinho município de Guarulhos. Simplesmente visitar aeroporto nunca foi diversão para o natalense. Jamais se ouviu um pai de família natalense convocar os filhos para irem se deleitar assistindo poucos e decolagens.
E ao que consta ninguém sai de sua casa para fazer “tour” entre os dois momentos da relação social e contratual que os gestores do Aluizio Alves impõem a quem o visita, como se estivesse num rally com saída e chegada numa plataforma de “chek in” e “chek out”.
Defensores do consumidor?
Como até agora ninguém reclamou, o problema ainda não ganhou manchetes. Esta demora talvez se explique por um motivo: as autoridades governamentais não pagam o pedágio, assunto menor a cargo dos motoristas que lhes servem. Por isto, dirigentes de órgãos teoricamente criados para defenderem o consumidor ainda não se deram conta do abuso.
Ao longo de 2015, dirigentes do Procon estadual viajaram para várias capitais estaduais e para Brasília, utilizando aviões e, portanto, o Aluizio Alves, mas na volta não fizeram nada contra a cobrança abusiva. Expoentes do ministério público estadual, inclusive promotores que ganharam fama enquanto defendiam o consumidor também têm passado pela estação de pedágio do aeroporto e nunca notaram a exploração indevida.
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(150712 às 17h29m).

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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Conta de luz ficou R$ 5,4 bilhões mais cara em 2015

O valor da bandeira vermelha, em vigor desde
o início do ano, foi elevado de R$ 3 para 
5,50 reais por cada 100 kWh consumidos 


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A "bandeira vermelha" responde pela elevação da tarifa de energia, que puxa a inflação.
A adoção do sistema de bandeiras tarifárias já encareceu em R$ 5,4 bilhões a conta de energia do consumidor brasileiro em 2015. O montante, acumulado entre janeiro e maio, indica uma despesa mensal de aproximadamente R$ 1,1 bilhão com a chamada bandeira vermelha, porém os números de abril e maio revelam que o custo mensal do sistema já atingiu cerca de R$ 1,5 bilhão por mês.
Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apontam que, no primeiro bimestre do ano, a adoção da bandeira vermelha teve impacto inferior a R$ 1 bilhão por mês nas contas de energia. Em março, a barreira bilionária foi rompida, após o governo federal autorizar o aumento do valor praticado nas bandeiras. No caso da vermelha, em vigor desde o início do ano, o valor cobrado por cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos foi elevado de R$ 3 para R$ 5,50.
Com o aumento, o impacto da bandeira vermelha saltou para R$ 1,16 bilhão em março. Esse número continuou a subir em abril, alcançando R$ 1,51 bilhão. Em maio, o dado mais recente divulgado pela agência reguladora, a despesa do consumidor teve acréscimo de R$ 1,46 bilhão. A queda em relação ao mês anterior reflete a redução do consumo de energia no mesmo período.
A implantação do sistema de bandeiras tarifárias, em curso desde o início do ano, tem como objetivo alertar o consumidor sobre o custo de geração de energia no País no respectivo mês, além de dividir com ele essa despesa. A conta mais salgada paga pelos consumidores beneficia as distribuidoras, responsáveis pelo fornecimento de energia ao consumidor final e compradoras de energia junto às geradoras.

Com as bandeiras tarifárias, a receita das distribuidoras é inflada de modo a evitar que o setor volte a precisar de recursos externos, assim como ocorreu entre 2013 e 2014. Diante do descasamento entre a elevação dos preços da energia e o cronograma dos reajustes anuais das distribuidoras, o setor precisou de R$ 21,2 bilhões em empréstimos bancários para fazer frente às despesas mais elevadas.

Mega-Sena pagará três milhões neste sábado

É de três milhões de reais o prêmio que a Mega-Sena pagará ao apostador que acertar todas as seis dezenas do seu sorteio deste sábado, 11, amanhã.
Uma aposta de Itapevi, no interior de São Paulo, acertou as 6 dezenas do sorteio do concurso 1.721 da Mega-Sena, uma edição extra realizada nesta quinta-feira, 9, em Osasco, no Estado de São Paulo, e ganhou o prêmio de 36.404.331,56 reais.
As dezenas sorteadas foram 04 - 12 - 19 - 33 - 36 - 38.
De acordo com a Caixa Econômica Federal (CEF), dona da loteria, a quina saiu para 188 apostas. Cada um dos responsáveis por estas apostas levará um prêmio de 15.172,92 reais. Outras 9.668 apostas acertaram a quadra, e seus responsáveis ficarão com 421,49 reais cada.
O sorteio extra fez parte da edição de férias e altera o cronograma dos demais sorteios desta semana, que teve um concurso na terça-feira, 7, e terá o concurso 1.722 da Mega-Sena sorteado neste sábado, com prêmio estimado em três milhões de reais. 
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(150710 às 23h51m). 

PIS pagará abono salarial a partir do dia 22

O calendário de pagamentos do Abono Salarial 2015/2016 do Programa de Integração Social (PIS) terá início no dia 22 de julho, quando começam a receber os trabalhadores nascidos neste mês. O crédito corresponde a um salário mínimo. Beneficiários com conta na Caixa Econômica Federal (CEF) já terão os valores creditados na próxima terça-feira, 14. Os pagamentos são feitos de acordo com a data de nascimento.
Os nascidos entre julho e dezembro poderão sacar o benefício ainda este ano, enquanto os nascidos entre janeiro e junho receberão no primeiro trimestre de 2016. Os benefícios ficam disponíveis para saque até o dia 30 de junho de 2016. Após esta data, os valores não sacados retornam ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
O saque do Abono Salarial pode ser realizado nas agências da Caixa ou por meio do Cartão do Cidadão nos canais de autoatendimento do banco, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui. O direito ao benefício pode ser consultado pelo telefone 0800 726 0207 ou na página da Caixa.

Quem tem direito ao abono - Têm direito ao PIS os trabalhadores cadastrados no PIS há mais de cinco anos que tenham trabalhado com carteira de trabalho assinada no mínimo 30 dias no ano de 2014 e que tenham recebido em média até dois salários mínimos mensais. Os dados do trabalhador precisam ter sido informados corretamente pela empresa ao Ministério do Trabalho e Emprego, na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do ano-base 2014. 
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(150710 às 23h39m). 

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Sobrinho de Ministro usa máquina do Dnocs em terreno particular

Uma denúncia de uso político e privado de equipamento do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) veio a público nesta quinta-feira, 9, hoje, exatamente no dia em que, segundo a crônica política de Brasília, o vice-presidente da República, Michel Temer, comunicou ao ministro do Turismo, ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves, presidente do PMDB potiguar, que este conserva o direito de indicar o próximo diretor geral do departamento, cargo que vinha sendo reivindicado por outra legenda que apóia a presidanta Dilma Rousseff. 
Para piorar, como se vê na transcrição abaixo, a ilicutude denunciada foi imputada a um nepote do Ministro, seu sobrinho José Eduardo Alves Wanderley, que comanda o Dnocs no Rio Grande do Norte. 
Eis a notícia, conforme aparece no "Blog do VT":

Dnocs do RN comandado por sobrinho do ministro
Henrique Alves perfura poço em Casa de Forró
Jose-Eduardo-Alves
Coordenador do Dnocs/RN, José Eduardo Alves Wanderley,  sobrinho do ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves
O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – DNOCS que tem como coordenador regional no Rio Grande do Norte, José Eduardo Alves Wanderley, filho da ex-deputada Ana Catarina Alves e sobrinho do ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, está usando uma perfuratriz do órgão para perfurar um poço em 'Casa do Forró' que pertence ao secretário de Esporte do município de Felipe Guerra, Bruno Antunes.
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De acordo com o Blog de Jair Gomes, o promotor de Justiça da Comarca, Dr Silvio Brito, esteve na tarde hoje, com o Grupo de Operações Táticas (GTO) da Polícia Militar e constatou que equipamentos do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) estavam sendo utilizados em uma propriedade particular.
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O promotor agora vai investigar quem está envolvido nesse escândalo que inicialmente configura crime de improbidade administrativa, já que a máquina executava serviços no município através de convênio entre o DNOCS e a prefeitura.
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Nota do Blog: a denúncia veio a público exatamente no dia em que, segundo a crônica política de Brasília, o vice-presidente da República, Michel Temer, comunicou ao ministro do Turismo, ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves, presidente do PMDB potiguar, que este conserva o direito de indicar o próximo diretor geral do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).
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(150709 às239h31m).
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América homenageará políticos que o ajudaram

Com agenda pronta para a próxima terça-feira, o clube elencou um time de homenageados que vai do legendário ex-governador Juivenal Lamartine, um dos principais políticos que o ajudaram a crescer, ao saudoso funcionário Severino, que cuidou da portaria da sua sede durante décadas. Os convites, que já circulam, apontam vários eventos dos quais o americano poderá participar, inclusive sessão especial da Assembléia Legislativa.
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Jussier diante da casa onde o América foi fundado: grande agenda
para as comemorações de terça-feira pelo centenário.
ROBERTO GUEDES
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Um dos maiores destaques da agenda das comemorações que o América Futebol Clube promoverá na próxima terça-feira, 14, pelo transcurso do centenário de sua fundação, será uma homenagem a três políticos norte-rio-grandenses que muito o ajudaram de fora para dentro, desde seu nascimento.
Trata-se dos ex-governadores Juvenal Lamartine, “in memória”, e Lavoisier Maia Sobrinho e do ministro do Turismo, ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves, a serem reverenciados ao lado de americanos que muito contribuíram para o aumento do patrimônio da instituição, a começar pelo legendário desembargador José Gomes da Costa, doador do terreno de um quarteirão que durante mais de cinquenta anos abrigou em Tirol a sede do sodalício, juntamente com seu campo de futebol e em seguida parque aquático e outras dependências.
Deste grupo fazem parte ainda os ex-presidentes José Rodrigues, Humberto Nesi, Rui Barreto, Jussier Santos e José Rocha, atual presidente do Conselho Deliberativo do clube. Por fim, ainda neste dia, o América deflagrará uma onda de homenagem a cem americanos de diversas origens, profissões e “status” social, já falecidos, que nessa trajetória representaram o clube.
Neste bloco as homenagens irão do famoso porteiro Severino a ex-presidentes, passando por diversos atletas e pelo médico Maeterlink Rego. Noutra ocasião, o preito de gratidão contemplará cem atletas que honraram com sua conduta as cores do América, assim como intelectuais que o ajudaram, como alguns torcedores vinculados ao Instituto Histórico e Geográfico que vêm reunindo o acervo do que será o “Memorial do América”, a ser inaugurado brevemente.  
As informações foram transmitidas ao Blog de Roberto Guedes por Jussier Santos, enquanto cuidava de várias providências demandadas pelo centenário, a começar pelo encaminhamento e distribuição dos convites para a terça-feira. O encontro ocorreu durante visita que fez esta semana à casa da rua Vigário Bartolomeu que serviu de sede à fundação do clube, quando salientou que o centenário ocupará os torcedores durante toda a terça-feira, e encontro que havia mantido um pouco antes, na sede da Assembléia Legislativa, com deputados estaduais, inclusive o presidente do América, Hermano Morais (PMDB).
Como informou, o roteiro do centenário será iniciado às 7 horas, com alvorada na sede do clube, na avenida Rodrigues Alves, em Tirol, seguindo-se no mesmo local o café da manhã que tem sido servido nos últimos aniversários do sodalício. Às 9h30m, no principal plenário da Assembléia Legislativa, na Cidade Alta, terá início a sessão solene que o parlamento potiguar promoverá em homenagem ao clube, para em seguida o roteiro se voltar para a Vigário Bartolomeu.
Às 11 horas, no frontispício da casa de número 565 dessa rua, situada do lado do sol e quase na esquina com a rua Ulisses Caldas, o clube afixará solenemente uma placa registrando o centenário do momento histórico de sua fundação, quando o imóvel pertencia à família do desembargador Joaquim, Siqueira e acolheu a associação nascente por iniciativa de seus filhos Carlos e Oscar, de presença marcante em toda a trajetória da entidade. Há anos a casa dos Siqueira está dividida em dois imóveis distintos, um dos quais acolhe uma casa lotérica da Caixa Econômica Federal.
Os americanos voltarão a se reunir às 19 horas, na igreja matriz de Nossa Senhora da Apresentação, a antiga catedral metropolitana de Natal, compartilhando a missa de agradecimento e demonstração de fé que os une a todos. E às 20 horas, assistirão a “show” pirotécnico, e às 20h30m, no salão principal do Instituto Histórico e Geográfico, ao lado da antiga Catedral Metropolitana, na praça André de Albuquerque, à sessão comemorativa que o órgão promoverá em homenagem ao clube.
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(150709 às 22h38m).

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Garibaldi visita o "Senadinho Natalense"

Acompanhado pelo neto Luiz Eduardo,  primogênito do deputado federal Walter, seu filho e liderado no PMDB, o senador Garibaldi Alves Filho visitou no início da noite desta quinta-feira, 9, hoje, o "Senadinho Natalense", confraria que se reúne toda tarde no Natal Shopping Center.
Garibaldi conversa com integrantes do "Senadcinho Natalense".

Luciano Barros ainda teme o "rolo compressor" do TCE

Sem se deixar contagiar pela sensação de que venceram a guerra ao desmentir o Tribunal de Contas, que não os acreditava donos do terreno que disputam, os moradores do edifício Luciano Barros esperam da corte ataques ainda piores do que a utilização do governador Robinson Faria, porque a mobilização deste pela repartição colegiada terminou emprestando-lhe argumento capaz de levá-los a continuar donos do que lhes pertence, um imóvel situado numa das regiões de metro quadrado mais caro de Natal.
A movimentação pública de ontem é símbolo de uma
mobilização que
permanece até o fim do esbulho governamental.
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ROBERTO GUEDES
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Uma sensação de paz se instalou ilegitimamente entre os natalenses que há dias questionavam a desapropriação de parte do terreno do condomínio Luciano Barros, em Petrópolis, para abrigar o estacionamento de veículos pertencentes ao Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte e aos servidores destes, a partir dos sete integrantes de sua cúpula, os conselheiros que formam seu núcleo decisório. Os condôminos, porém, ainda não comemoram vitória, antes preparam-se para estocadas piores. 
A causa do equívoco em que evitam mergulhar é o fato de haver desabado no âmbito da corte a certeza de que ela jogou estupidamente errado ao veicular a convicção de que o terreno em questão não pertenceria aos moradores do edifício, seu vizinho que se destaca historicamente como a primeira habitação coletiva vertical do trecho da avenida Getúlio Vargas em que o Tribunal de Contas se reúne desde os anos sessenta.
Um desmentido com que os condôminos do Luciano Barros calaram o Tribunal de Contas do Estado espargiu em Natal a impressão de que finalmente a corte havia desistido de incorporar o terreno a seu patrimônio, em detrimento dos direitos dos proprietários, encerrando uma peleja que tem como cenário e troféu um dos metros quadrados mais caros da capital potiguar.
"A única batalha que vencemos até agora foi a da verdade", afirma o médico Ivis Bezerra, líder dos condôminos, salientando o desmentido com que estes calaram a corte de Contas. Um outro morador sugere que os dirigentes do Tribunal de Contas do Estado sejam chamados a responder pela produção de documento em que desonestamente a corte acusou os condôminos de não serem legítimos donos do imóvel que defendem.
Sem rendição
A rendição, entretanto, ainda não foi assimilada pelos conselheiros que mandam no tribunal, a despeito de sua causa estar angariando reações em contrário em todos os ambientes, inclusive na Assembléia Legislativa potiguar, onde despertou a oratória do deputado estadual José Dias (PSD), vizinho de rua dos contendores, e provocando risos em larga escala. O pior alvo da hilaridade parlamentar é, a propósito, uma pessoa muito querida na casa. Trata-se do vice-governador Fábio Dantas, que terminou aparecendo como pai do monstrengo do Tribunal de Contas ao substituir o governador Robinson Faria no ritual da desapropriação indigesta. 
Os conselheiros de contas encomendaram a assessores estudos que possam resgatar o que acreditam ser o direito da corte em prejuízo do condomínio. A qualquer momento o tribunal esgrimirá o lance que seus juristas viabilizarem, porque a decisão de abrigar seus carros no terreno vizinho está mais do que consolidada, como previu ontem ao Blog de Roberto Guedes um alto funcionário da casa.
Na verdade, porém, os integrantes do Condomínio Luciano Barros, dono do edifício homônimo e por extensão do terreno almejado pelos conselheiros, não querem dormir porque têm certeza de que o Tribunal de Contas do Estado já acordaram do impacto causado pela constatação de seu erro e tudo fará para colocar em prática uma revanche que os imobilize.
"As fotos da mobilização pública de ontem sugerem que estaremos permanentemente mobilizados enquanto não afastarmos definitivamente a ameaça de esbulho governamental", diz um morador, evitando identificar-se para não atrair contra si a ira dos dirigentes da corte de contas, os quais, a seu ver, "escolheram o Luciano Barros 'no apoio'". 
Usando o Governador
Os moradores do Luciano Barros esperam do Tribunal de Contas algo ainda pior do que a forma como o governador Robinson Faria reafirmou ontem que aderiu à causa dos conselheiros. Em decreto que publicou no “Diário Oficial do Estado”, o Governador abriu um crédito suplementar de 1,5 milhão de reais para que a corte cubra a desapropriação.
Segundo moradores, ao utilizarem Robinson os conselheiros deixaram claro que farão tudo para vencer a parada, porque já a tomaram como questão pessoal, não importa quanto custe nem a quem penalize.
O segundo ato público que os condôminos do Luciano Barros promoveram em defesa de seu terreno, realizada ontem, teve exatamente o objetivo de mantê-los mobilizados para resistirem melhor à ação que esperam dos adversários. Enquanto isto, o líder dos proprietários do edifício, médico Ivis Bezerra, que também é no time o portador de mais amizades entre os integrantes do Tribunal de Contas do Estado, cuida junto a operadores do direito no sentido de secundar a resposta de anteontem com uma ação judicial “redonda”, como dizem noutro campo em que sua diplomacia faz sucesso, o do futebol, para que o Tribunal não mais insista em tentar tomar na marra seu imóvel.
Não tinha o dinheiro
Eles já elencaram vários fatos e desenvolveram argumentos capazes de encostar o tribunal no canto do ringue. Entre os dois melhores raciocínios que os advogados mobilizados pelos condôminos destacam-se dois que lhes foi dado de presente anteontem pelo Governador e pelo próprio Tribunal de Contas do Estado.
Ao defender em documento oficial a sua proposta de indenizar os vizinhos incômodos com 1,7 milhão de reais por metro quadrado, no processo de desapropriação que deflagrou o conflito, a corte se perdeu nas suas alturas ao dizer que o terreno em litígio não pertence aos condôminos. Minutos depois, estes demonstraram o contrário, calando os conselheiros ao publicar documentos cartoriais que comprovam sua propriedade.
O outro argumento é o da improvisação com que a corte resolveu ganhar a questão a ferro e a fogo. Tão logo veio a publico a manobra da desapropriação, que o Blog de Roberto Guedes divulgou em primeira mão ainda em 25 de junho, quando noticiou o problema sob o título “Robinson toma terreno de particulares para dar ao TCE”, o Tribunal de Contas correu a dizer que a desapropriação não criaria ônus a ninguém porque já tinha o dinheiro para bancar a transferência de titularidade do imóvel.
Errando muito com seu jeito de "rolo compressor", o
Tribunal de Contas pagou mico para saber que o terreno tem dono,
ao contrário do que havia afirmado em documento oficial.
Caso a tivesse sido verdadeira a arrumação prévia do dinheiro tivesse precedido a sofreguidão com que os conselheiros resolveram lançar mão do terreno alheio, o Tribunal de Contas do Estado não teria pressionado Robinson para ceder-lhe oficialmente anteontem o dinheiro que lhe disponibilizou com esta finalidade.
Embora desconsiderada cotidianamente em todo o país, a regra de desapropriações diz que nada pode ser afetado por este tipo de intervenção governamental se o dinheiro para indenizar os atingidos não já estiver ouvindo a conversa. Neste caso, o único tilintar que se ouviu veio do poder executivo, a despeito mesmo de este cuidar muito pouco de suas finalidades precípuas sob o argumento de que não tem recursos.   
Por que pagaria a invasores?
A outra linha de defesa fornecida pelo Tribunal de Contas aos condôminos está na convicção com que este os declarou ocupantes ilegais do imóvel. Se tinha esta certeza, por que o Tribunal de Contas resolveu indenizá-los, em lugar de expulsá-los do quintal do Luciano Barros sob o argumento de algum tipo de esbulho possessório?
Esta é uma contradição que, enquanto poder fiscalizador, um tribunal de contas nunca aceitaria como prática de qualquer gestor submetido a suas lupas. Se o suposto proprietário do bem sujeito a desapropriação não é seu legítimo dono, por quê o ente público lhe pagaria? Os furos que o Tribunal de Contas expõe na sua atitude, porém, vão mais longe.
Impacto no trânsito
Sentindo cheiro de muita subjetivação do que deveria ser tratado objetivamente pelo poder público, o braço jurídico do condomínio residencial avança em outras direções que tendem a pelo menos dificultar a realização do súbito sonho dos conselheiros. Uma delas é levantar a questão do impacto no trânsito com base na legislação que Natal criou a este respeito, pioneiramente, aliás, há vários anos, graças à efêmera atuação do engenheiro Medeiros como vereador.
A lei diz que um empreendimento predial não pode ser tocado se causar problemas ao trânsito da área em que se situa seu imóvel. No caso, a implantação de um estacionamento numa estreita rua eminentemente residencial, caso da rua Professor Paulo Pinheiro de Viveiros, artéria situada nos fundos da sede do Tribunal de Contas, representa risco, certeza ou convicção de que causará enorme impacto negativo para os moradores do logradouro.
Não foi sem sentido que os moradores dos edifícios situados nesta rua participaram, destacadamente, do ato público que os condôminos do Luciano Barros promoveram ontem diante do Tribunal de Contas: na verdade, forando a questão patrimonial, o litígio confronta menos a corte contra os donos materiais do terreno em questão do que com os moradores da rua de baixo.
Prefeitura e promotoria  
“O direito coletivo destes moradores é ainda mais defensável do que o dos donos de bens submetidos a desapropriação em função do interesse público”, diz um advogado, lembrando que organizações poderosas já tiveram que se curvar diante das exigências da lei do impacto no trânsito.
O prefeito Carlos Eduardo, ainda ausente, tem
muita contribuição a dar aos moradores do Luciano Barros.
 
Quanto a este aspecto, acrescenta, os litigantes podem agir através de duas interpostas pessoas que têm poder coercitivo, a prefeitura de Natal e o ministério público estadual, a quem compete fazer respeitar a lei de impacto no trânsito. Um morador amigo do prefeito Carlos Eduardo Alves resolveu procurá-lo para tratar do assunto, lembrando que o burgomestre tem ótimas relações com o edifício.
O pai do Prefeito, o jornalista e político Agnelo Alves, falecido há poucos dias, como deputado estadual pelo PDT, aos 83 anos, morou durante mais de vinte anos no Luciano Barros, onde recebia o filho praticamente todos os dias para uma refeição e principalmente para conversarem sobre política. O condômino que quis entronizar Carlos Eduardo na causa, em defesa de seu grupo, soube que o burgomestre havia passado quase toda a última semana em São Paulo, em função de questão de saúde na sua família, devendo estar a postos para a causa de hoje para amanhã. 
Luciano, que se destacou em relação ao "Prédio Mico" do
ministério público estadual, deve se manifestar logo sobre o conflito
entre o Tribunal de Contas e os moradores do Luciano Barros.
Prédio “Mico”
Um terceiro ente público que tem legitimidade de sobra para entrar neste campo é o Ministério Público de Contas, vinculado ao tribunal, que tem muito “know how” sobre o assunto pelo menos desde que investigou o descumprimento da lei na compra de um imóvel com estacionamento insuficiente, na esquina da avenida Deodoro com a rua José de Alencar, no encontro entre os bairros de Cidade Alta, Baldo e Tirol, pelo ministério público estadual.

Há pouco tempo, o ministério público de Contas apontou uma Procuradora de Justiça como responsável pelos ônus que a compra desse imóvel, batizado como “Prédio Mico do Ministério Público”, impôs ao “parquet” estadual, querendo que ela indenize os cofres públicos com o prejuízo monetariamente atualizado.
O ministério público especial de Contas ainda está silente a respeito do conflito entre o Tribunal de Contas e os moradores do Luciano Barros, talvez por ser parte da causa, em litisconsórcio com o Tribunal de Contas, ou apenas porque seu titular, procurador Luciano Silva Costa Ramos, ter passado alguns dias fora de Natal, em férias.
Força
Mais importante do que estas questões, entretanto, para um dos operadores do direito que se debruçam sobre o conflito, é o real interesse que motiva o Tribunal de Contas do Estado, que aparentemente despreza regras básicas de planejamento, indispensáveis em administração e principalmente na gestão pública.
Ele acha que estão lidando com um oponente que, quando quer, não respeita limites. Alude a alguém com muito poder na corte que se deixou invadir subitamente pelo desejo de fazê-la tomar o terreno aos legítimos donos e saiu cooptando para sua causa quem encontrasse pelo caminho, notadamente o vice-governador Fábio Dantas, que há anos alimenta o sonho de integrar o Tribunal de Contas do Estado.
Ainda sem ter nome e rosto, ao menos publicamente, esse “rolo compressor” parece haver passado por cima do fundamental ao querer transformar em interesse público, forjando a legitimação para agir do Tribunal de Contas, o que não passa de questão menor. Afinal de contas, é mesmo questionável a razão que justificaria a desapropriação.
“Babilônia” inadequada
Como argumentam os condôminos do Luciano Barros, se sofre hoje com falta de estacionamento para os automóveis próprios e os de seus servidores e visitantes, o Tribunal de Contas do Estado é o único responsável, por imprevidência. Ele deveria ter previsto o aumento progressivo de áreas de estacionamento quando planejou a construção de sua sede, que muitos outros ocupantes do poder público mencionam como “Babilônia”.
“Se o tribunal tivesse cuidado saudavelmente do assunto este não estaria hoje transformado num problema e num conflito em que ele pensa em passar por cima de todo mundo com um tanque de guerra”, salienta um morador do Luciano Barros. O argumento, porém, tem mais profundidade.
Burocracia entre residências
Quando o Tribunal de Contas anunciou o projeto de construção de sua sede, contrários mostraram logo que seria impróprio investir daquela forma num quarteirão eminentemente residencial.
A bem da verdade, o prédio do Tribunal de Contas do Estado passou então a ser o único imóvel não residencial do quarteirão, porque os sete conselheiros que então mandavam na repartição colegiada não queriam abrir mão do visual de que dispõem desde os anos sessenta, o do imenso mar que se descortina das salas do alto da avenida Getúlio Vargas em que têm sede, ancestralmente, algumas das mais notórias rodas de bate papo em horário de trabalho em todo o Rio Grande do Norte.
Não cuidaram de estudar melhor, naquela ocasião, as implicações futuras de seu duplo equívoco – o de chantar seu arranha-céu no lugar errado e de economizar na produção simultânea das vagas de estacionamento que agora lhe fazem falta. Parece que a cura para essa incúria está em tomar o alheio, o que se confronta radicalmente com a finalidade precípua da corte, que fiscaliza gestões para evitar que gestores públicos passem os pés pelas mãos e juntem o alheio com o seu.
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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Prefeito é novamente alvo de suspeita de maracutaia

Silveira Junior é suspeito outra vez da prática de
'maracutaia' que beneficia tio e primo em Mossoró
franciscojoseTN
O prefeito de Mossoró, Silveira Junior (PSD), voltou a ser alvo de suspeita da prática de maracutaia. Depois do rumoroso caso do Residencial Flat do prefeito, alugado aos profissionais do programa federal "Mais Médicos", com recursos do município de Mossoró, Silveira Júnior que é investigado pelo Ministério Público, agora é suspeito de beneficiar um tio e um primo no contrato do transporte coletivo do município.
Residencial-Flats
Segundo o jornalista Magnos Alves, do JORNAL DE FATO, a chegada da empresa Ocimar Transportes para operar o serviço de transporte coletivo de Mossoró está beneficiando diretamente um tio do prefeito Silveira Júnior (PSD).
Egaragemmgarcia-5
O imóvel que foi transformado na garagem da empresa pertence ao empresário conhecido em Mossoró como "Assis da Usibrás".

Também é a empresa de Assis que está fornecendo o combustível para abastecimento dos ônibus do "novo" transporte coletivo da cidade. Um primo de Silveira, Otávio Neto, também faz parte das negociações. Ele é o dono da imobiliária responsável pela locação do imóvel.
[Do Blog do VT] 
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