quinta-feira, 7 de maio de 2015

Argentinos podem transformar aeroporto em HUB

Corporacion América pode transformar o aeroporto de...
A compra do que faltava à empresa argentina Corporación América para ser dona de 100% do aeroporto internacional Aluizio Alves, em São Gonçalo do Amarante, é o que de melhor poderia ocorrer ao projeto de transformação do terminal potiguar num “hub”, centro de conexão para transferir passageiros e cargas
de grandes transportadoras para os destinos pretendidos.
Esta perspectiva se abre porque a Corporación é concessionária de terminais aeroportuários e de cargas em 53 aeroportos da América Latina e Europa, sem dispor ainda de um centro de conexões situados a melhor eqüidistância dessas grandes áreas.
Divulgada anteontem pela construtora cedente, a Engevix, a venda ocorre exatamente quando o Estado disputa com Ceará e Pernambuco a transformação de aeroporto local em hub para uma das maiores empresas aéreas do hemisfério, a Latan, resultante da associação entre a brasileira Tam, antiga Transportes Aéreos Marília, e a chilena Lan.
Várias empresas
Se a Latan não exigir exclusividade, o Aluizio Alves pode ser transformado em hub para conexões entre grande parte da América do Sul e a Europa, a América do Norte, a África e o Oriente Médio, em função da vocação para a logística aeroviária em que a corporação argentina investe há anos.
Está na Argentina uma das transportadoras que podem investir nesta área, ampliando a sinergia que o Rio Grande do Norte precisa promover, entre vários empreendedores, para consolidar o Aluizio Alves como investimento justificável e capaz de se destacar no país. É a empresa aérea com a qual o governador Robinson Faria conversou há poucos dias com o objetivo de criar um vôo regular entre Natal e Buenos Aires. Segundo fontes governamentais, o vôo inaugural está agendado para o próximo 4 de julho.
Sem Natal gastar
Para se pagar, esta freqüência precisará muito de despesas de natalenses na capital portenha. Com a transformação do aeroporto potiguar em hub, Natal não gastaria em busca de aviões de longe. Não precisaria mais enviar passageiros conterrâneos para Buenos Aires. Bastar-lhe-ia servir na estação de passageiros aos muitos que, de diversas origens e para variados destinos atendidos pela transportadora argentina, fizessem conexões aqui.
Ao divulgar o que ele e Robinson conversaram com a cúpula da transportadora argentina, o secretário estadual de Turismo, Ruy Gaspar, destacou a perspectivas de Natal atrair vôos internacionais diretos de Santiago, no Chile, Bogotá, na Colômbia, Milão e Roma, na Itália, Estocolmo, na Suécia, e Frankfurt, na Alemanha.
...São Gonçalo num centro de conexões internacionais.
Seu pronunciamento sugere que finalmente o Rio Grande do Norte também está tentando resgatar mercados turísticos emissores que perdeu ao longo do tempo. E investimentos neste sentido podem se viabilizar da melhor forma com a aquisição do controle do Aluizio Alves pela Corporación América.
Do ramo
Não se trata de empreiteira atraída para a privatização de aeroportos graças às suas ligações com o poder político, como ocorreu à Engevix, hoje encrencada exatamente devido a suas relações com Brasília, o que a arrastou para o propinoduto que está sendo investigado pela operação “Lava Jato”, da polícia federal. Ela só está se desfazendo do controle do Aluizio Alves e do aeroporto de Brasília devido à crise financeira que lhe afeta desde que a justiça se voltou para suas ligações com o propinoduto instalado na Petróleo Brasileiro S/A (Petrobras).     
Ruy (E): com Robinson: resgatar mercados.
Os valores da venda do terminal potiguar não foram informados, a despeito de em Natal se dizer que a Engevix embolsou quatrocentos milhões de reais. O negócio deve dar-lhe apenas fôlego. A empreiteira precisa quitar uma dívida de 1,5 bilhão de reais e evitar um pedido de recuperação judicial. Enquanto isto, informações colhidas em Buenos Aires dizem que o desembarque da empresa local no terminal potiguar só lhe abrem perspectivas positivas.
Para começo, ao se tornar única dona do Aluizio Alves e com ou sem receber apoio local, por uma questão de logística própria a Corporación América tende a transformá-lo no centro de conexões intercontinentais das empresas do setor baseadas no “Cone Sul” da América Latina.
Em decorrência, as viagens dessas operadoras para o hemisfério norte poderiam incluir pouso e decolagem em Natal em virtude de questões operacionais estratégicas e também para oferecer aos passageiros alguns instantes de conforto fora de suas aeronaves em escala que lhes permita mais do que estirar as pernas.
Concorrer com Panamá
O Aluizio Alves poderá inclusive disputar com o hub de Cidade do Panamá, de referência mundial, grande parte da clientela de bolivianos, colombianos, peruanos e venezuelanos, entre outros vizinhos, em vôos destinados à Europa, África e Oriente Médio.
O mesmo serviço de conexão entre várias rotas poderá ser oferecido ao transporte de cargas entre diferentes continentes e a América do Sul, com a realização de muitos investimentos, no entorno do terminal potiguar, para a instalação de depósitos especializados e manuseio de “pallets”, “containeres” e outros espaços móveis utilizados nesse transporte.   
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