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| Corporacion América pode transformar o aeroporto de... |
A compra do que faltava à empresa argentina Corporación América para ser dona de 100% do aeroporto internacional Aluizio
Alves, em São Gonçalo do Amarante, é
o que de melhor poderia ocorrer ao projeto de transformação do terminal
potiguar num “hub”, centro de conexão para transferir passageiros e cargas
de grandes
transportadoras para os destinos pretendidos.
Esta perspectiva se
abre porque a Corporación é concessionária de terminais aeroportuários
e de cargas em 53 aeroportos da América Latina e Europa, sem dispor ainda de um
centro de conexões situados a melhor eqüidistância dessas grandes áreas.
Divulgada anteontem
pela construtora cedente, a Engevix, a venda ocorre exatamente quando o Estado
disputa com Ceará e Pernambuco a transformação de aeroporto local em hub para
uma das maiores empresas aéreas do hemisfério, a Latan, resultante da
associação entre a brasileira Tam, antiga Transportes Aéreos Marília, e a
chilena Lan.
Várias empresas
Se a Latan não
exigir exclusividade, o Aluizio Alves pode ser transformado em hub para
conexões entre grande parte da América do Sul e a Europa, a América do Norte, a
África e o Oriente Médio, em função da vocação para a logística aeroviária em
que a corporação argentina investe há anos.
Está na Argentina uma
das transportadoras que podem investir nesta área, ampliando a sinergia que o
Rio Grande do Norte precisa promover, entre vários empreendedores, para
consolidar o Aluizio Alves como investimento justificável e capaz de se
destacar no país. É a empresa aérea com a qual o governador Robinson Faria
conversou há poucos dias com o objetivo de criar um vôo regular entre Natal e
Buenos Aires. Segundo fontes governamentais, o vôo inaugural está agendado para
o próximo 4 de julho.
Sem Natal gastar
Para se pagar, esta
freqüência precisará muito de despesas de natalenses na capital portenha. Com a
transformação do aeroporto potiguar em hub, Natal não gastaria em busca de
aviões de longe. Não precisaria mais enviar passageiros conterrâneos para
Buenos Aires. Bastar-lhe-ia servir na estação de passageiros aos muitos que, de
diversas origens e para variados destinos atendidos pela transportadora
argentina, fizessem conexões aqui.
Ao divulgar o que ele
e Robinson conversaram com a cúpula da transportadora argentina, o secretário
estadual de Turismo, Ruy Gaspar, destacou a perspectivas de Natal atrair vôos internacionais
diretos de Santiago, no Chile, Bogotá, na Colômbia, Milão e Roma, na Itália,
Estocolmo, na Suécia, e Frankfurt, na Alemanha.
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| ...São Gonçalo num centro de conexões internacionais. |
Seu pronunciamento
sugere que finalmente o Rio Grande do Norte também está tentando resgatar mercados
turísticos emissores que perdeu ao longo do tempo. E investimentos neste
sentido podem se viabilizar da melhor forma com a aquisição do controle do
Aluizio Alves pela Corporación América.
Do ramo
Não se trata de
empreiteira atraída para a privatização de aeroportos graças às suas ligações
com o poder político, como ocorreu à Engevix, hoje encrencada exatamente devido
a suas relações com Brasília, o que a arrastou para o propinoduto que está
sendo investigado pela operação “Lava Jato”, da polícia federal. Ela só está se
desfazendo do controle do Aluizio Alves e do aeroporto de Brasília devido à
crise financeira que lhe afeta desde que a justiça se voltou para suas ligações
com o propinoduto instalado na Petróleo Brasileiro S/A (Petrobras).
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| Ruy (E): com Robinson: resgatar mercados. |
Os valores da venda
do terminal potiguar não foram informados, a despeito de em Natal se dizer que
a Engevix embolsou quatrocentos milhões de reais. O negócio deve dar-lhe apenas
fôlego. A empreiteira precisa quitar uma dívida de 1,5 bilhão de reais e evitar
um pedido de recuperação judicial. Enquanto isto, informações colhidas em
Buenos Aires dizem que o desembarque da empresa local no terminal potiguar só
lhe abrem perspectivas positivas.
Para começo, ao se
tornar única dona do Aluizio Alves e com ou sem receber apoio local, por uma
questão de logística própria a Corporación América tende a transformá-lo no
centro de conexões intercontinentais das empresas do setor baseadas no “Cone
Sul” da América Latina.
Em decorrência, as
viagens dessas operadoras para o hemisfério norte poderiam incluir pouso e
decolagem em Natal em virtude de questões operacionais estratégicas e também
para oferecer aos passageiros alguns instantes de conforto fora de suas
aeronaves em escala que lhes permita mais do que estirar as pernas.
Concorrer com Panamá
O Aluizio Alves poderá
inclusive disputar com o hub de Cidade do Panamá, de referência mundial, grande
parte da clientela de bolivianos, colombianos, peruanos e venezuelanos, entre
outros vizinhos, em vôos destinados à Europa, África e Oriente Médio.
O mesmo serviço de
conexão entre várias rotas poderá ser oferecido ao transporte de cargas entre
diferentes continentes e a América do Sul, com a realização de muitos
investimentos, no entorno do terminal potiguar, para a instalação de depósitos
especializados e manuseio de “pallets”, “containeres” e outros espaços móveis
utilizados nesse transporte.
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