segunda-feira, 11 de maio de 2015

Justiça decidirá amanhã o futuro de Rosalba

Rosalba, elegível, pode
tentar impedir a reeleição de
 Robinson, a quem ajudou em 2014.
O fato de as atenções de muitos políticos potiguares, e não mais apenas mossoroenses, estarem se voltando nesta segunda-feira, 11, hoje, para uma decisão que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tende a adotar amanhã quanto ao futuro da médica Rosalba Ciarlini salienta em Natal em Brasília o quanto ela pode se recuperar eleitoralmente a partir do fundo de poço em que muitos a viram no término de sua gestão como governadora, em dezembro último.
Aguarda o julgamento da corte o recurso especial 31460, com o qual os advogados de Rosalba tentam evitar que os ministros a condenem à inelegibilidade pelos próximos oito anos. Se isto acontecer, ela poderá não apenas disputar a prefeitura de Mossoró, lastreada pela grande preferência do eleitorado local medida em pesquisas recentes, como desembarcar nas eleições majoritárias de 2018. Como imaginam ex-colaboradores de Rosalba na administração potiguar, a tendência do governo Robinson Faria à reprovação popular tem tudo para devolvê-la à simpatia geral e emprestar-lhe até a possibilidade de retornar à Governadoria, com ou sem estágio preparatório na escolha do próximo prefeito de Mossoró.
Todos juntos
Esta visão não mais se restringe a ex-secretários de baixo potencial eleitoral como chegaram a imaginar os críticos que minimizaram a importância de encontro que Rosalba manteve na semana passada com alguns ex-secretários de Estado. Quem acaba de endossar o time que sugere ou reivindica a volta de Rosalba é o ex-deputado federal João Maia, presidente regional do PR, cuja força eleitoral pode ser medida pela presença na câmara federal de uma sua irmã, praticamente desconhecida em todo o Rio Grande do Norte até meados do ano passado.   
Segundo outros rosalbistas, João Maia estaria intercendo no TSE em favor de Rosalba, a quem teria também oferecido espaço no PR em função de projetos eleitorais desde que ela se desfiliou do Dem, a pretexto de responder ao senador José Agripino Maia, presidente nacional e regional desta agremiação, por não permitir que ela tentasse se reeleger em 2012. Agripino e outros políticos também estariam ajudando Rosalba, em resposta a investidas que lhes dirigiu o marido desta, o fazendeiro e ex-deputado Carlos Augusto Rosado. Um deles seria o novo ministro do Turismo, ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves, presidente regional do PMDB.
Na semana passada, Henrique Eduardo recuou da decisão de confiar a presidência do diretório do PMDB em Mossoró à ex-deputada federal Sandra Rosado, a prima que emula com Rosalba, desde praticamente a adolescência e principalmente a partir do final dos anos oitenta, quando passaram a se enfrentar nas urnas. Segundo consta em Mossoró, a única razão do Ministro foi oferecer o posto a Rosalba.  
Enfrentar Robinson
Ainda não se pode definir uma causa ou razão comum para esta convergência, porque todos, de modo geral e à exceção apenas do governador Robinson Faria, elencaram queixas contra o tratamento que Rosalba lhes concedeu no exercício do poder. Alguns ainda não fazem idéia de como estarão em relação a Robinson em 2018, e para estes Rosalba pode ser o político de que precisariam para o enfrentarem na corrida sucessória enquanto outros tentariam apenas preservar seus mandatos legislativos, caso de José Agripino e do também senador Garibaldi Alves Filho (PMDB), os quais não teriam outra indicação para encabeçar uma chapa de oposição. Este plano realçaria uma lembrança amarga: todos esses políticos atribuem a um apoio que Rosalba teria proporcionado por debaixo do pano a Robinson a derrota que este impingiu a Henrique Eduardo nas urnas de outubro último.
Na visão de políticos com larga experiência em vitórias na justiça, o julgamento que a aguarda esta semana no TSE é o único obstáculo capaz de impedir Rosalba de disputar mandatos a curto e médio prazo. Vinculada à denúncia de oferta e promessas de vantagens para eleitores na zona rural de Mossoró,  na campanha municipal de 2012, esta ação já tornou Rosalba inelegível em julgamento pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A ação está confiada à ministra Maria Thereza Moura.
==========================
Siga e recomende o Blog de Roberto Guedes:

Nenhum comentário:

Postar um comentário