![]() |
| Rosalba, elegível, pode tentar impedir a reeleição de Robinson, a quem ajudou em 2014. |
O fato de as atenções de muitos políticos
potiguares, e não mais apenas mossoroenses, estarem se voltando nesta
segunda-feira, 11, hoje, para uma decisão que o Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) tende a adotar amanhã quanto ao futuro da médica Rosalba Ciarlini salienta
em Natal em Brasília o quanto ela pode se recuperar eleitoralmente a partir do
fundo de poço em que muitos a viram no término de sua gestão como governadora,
em dezembro último.
Aguarda o julgamento da corte o recurso
especial 31460, com o qual os advogados de Rosalba tentam evitar que os
ministros a condenem à inelegibilidade pelos próximos oito anos. Se isto
acontecer, ela poderá não apenas disputar a prefeitura de Mossoró, lastreada
pela grande preferência do eleitorado local medida em pesquisas recentes, como
desembarcar nas eleições majoritárias de 2018. Como imaginam ex-colaboradores
de Rosalba na administração potiguar, a tendência do governo Robinson Faria à
reprovação popular tem tudo para devolvê-la à simpatia geral e emprestar-lhe
até a possibilidade de retornar à Governadoria, com ou sem estágio preparatório
na escolha do próximo prefeito de Mossoró.
Todos
juntos
Esta visão não mais se restringe a
ex-secretários de baixo potencial eleitoral como chegaram a imaginar os
críticos que minimizaram a importância de encontro que Rosalba manteve na
semana passada com alguns ex-secretários de Estado. Quem acaba de endossar o
time que sugere ou reivindica a volta de Rosalba é o ex-deputado federal João
Maia, presidente regional do PR, cuja força eleitoral pode ser medida pela
presença na câmara federal de uma sua irmã, praticamente desconhecida em todo o
Rio Grande do Norte até meados do ano passado.
Segundo outros rosalbistas, João Maia
estaria intercendo no TSE em favor de Rosalba, a quem teria também oferecido
espaço no PR em função de projetos eleitorais desde que ela se desfiliou do
Dem, a pretexto de responder ao senador José Agripino Maia, presidente nacional
e regional desta agremiação, por não permitir que ela tentasse se reeleger em
2012. Agripino e outros políticos também estariam ajudando Rosalba, em resposta
a investidas que lhes dirigiu o marido desta, o fazendeiro e ex-deputado Carlos
Augusto Rosado. Um deles seria o novo ministro do Turismo, ex-deputado federal
Henrique Eduardo Alves, presidente regional do PMDB.
Na semana passada, Henrique Eduardo
recuou da decisão de confiar a presidência do diretório do PMDB em Mossoró à
ex-deputada federal Sandra Rosado, a prima que emula com Rosalba, desde
praticamente a adolescência e principalmente a partir do final dos anos
oitenta, quando passaram a se enfrentar nas urnas. Segundo consta em Mossoró, a
única razão do Ministro foi oferecer o posto a Rosalba.
Enfrentar
Robinson
Ainda não se pode definir uma causa ou
razão comum para esta convergência, porque todos, de modo geral e à exceção
apenas do governador Robinson Faria, elencaram queixas contra o tratamento que
Rosalba lhes concedeu no exercício do poder. Alguns ainda não fazem idéia de
como estarão em relação a Robinson em 2018, e para estes Rosalba pode ser o
político de que precisariam para o enfrentarem na corrida sucessória enquanto
outros tentariam apenas preservar seus mandatos legislativos, caso de José
Agripino e do também senador Garibaldi Alves Filho (PMDB), os quais não teriam
outra indicação para encabeçar uma chapa de oposição. Este plano realçaria uma
lembrança amarga: todos esses políticos atribuem a um apoio que Rosalba teria
proporcionado por debaixo do pano a Robinson a derrota que este impingiu a
Henrique Eduardo nas urnas de outubro último.
Na visão de políticos com larga
experiência em vitórias na justiça, o julgamento que a aguarda esta semana no
TSE é o único obstáculo capaz de impedir Rosalba de disputar mandatos a curto e
médio prazo. Vinculada à denúncia de oferta e promessas de vantagens para
eleitores na zona rural de Mossoró, na
campanha municipal de 2012, esta ação já tornou Rosalba inelegível em
julgamento pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A ação está confiada à
ministra Maria Thereza Moura.
==========================
Siga
e recomende o Blog de Roberto Guedes:

Nenhum comentário:
Postar um comentário