segunda-feira, 8 de junho de 2015

Wilma troca família Campos pelo Vice-governador de SP

Um dos sintomas de que Renata Campos perdeu para políticos paulistas a condição de maior influência sobre o PSB foi exatamente o magnetismo que Márcio França passou a exercer sobre coreligionários nordestinos, notadamente a potiguar Wilma de Faria, na esteira do fiasco do processo de fusão com o PPS. 

Wilma, com Márcio, e com a viúva de Eduardo Campos...
Ao retornar de São Paulo dizendo pela primeira vez com firmeza em vários meses que permanecerá à frente do diretório potiguar do PSB, a vice-prefeita de Natal e ex-governadora Wilma de Faria procurou deixar claro, tão sutilmente quanto possível, que se fortaleceu junto aos novos comandantes nacionais da agremiação.
Em algumas semanas e ao longo de cinco ou seis viagens à capital paulista em busca de cura para um problema no esôfago que chegou a sugerir que estaria com câncer, Wilma se aproximou o quanto pode do novo líder nacional da legenda, o vice-governador Márcio França, de São Paulo, em detrimento da família do falecido governador Eduardo Campos, de Pernambuco, que perdeu a vida em plena campanha como candidato à presidência da república em 2014. Ela selou sua sorte há cinco dias, numa conversa com Márcio França.
Renata perdeu
Wilma procurou disfarçar seu empenho em se vincular a Márcio França em função da amizade que parecia nutrir em relação à viúva de Eduardo, a socióloga Renata Campos, que nos últimos meses perdeu progressivamente para o Vice-governador paulista a condição de mais influente sobre o PSB.
...Renata, no velório do líder pernambucano:
o poder sobre o PSB migrou para São Paulo. 
Renata, o governador Paulo Câmara, de Pernambuco e o prefeito Geraldo Julio, de Recife, e outros socialistas nordestinos duelaram com Márcio França por conta do processo de fusão do PSB com o PPS, que no Rio Grande do Norte submeteria Wilma e o ex-deputado estadual Wober Júnior a a uma disputa pelo comando do diretório regional da nova legenda.
Auxiliados pelo Congresso Nacional, que dificultou há poucos dias a fusão de partidos, impondo um freio de mão a alguns processos em andamento, como o que o Dem e o PTB ensaiavam, os pernambucanos levaram a melhor quanto à convergência, mas perderam o comando do PSB “puro” que restou para alguns paulistas, à frente Márcio França.
Novo magnetismo
Como registra a crônica política nacional, o veto de Renata puxou o freio de mão da fusão, mas retirou de Pernambuco, principal trincheira do PSB até então, face à projeção nacional e Eduardo e, principalmente, anos antes, do avô materno deste, o legendário governador Miguel Arraes, a condição de principal campo decisório sobre a legenda.  “A ‘abulia e a inexperiência da turma de Pernambuco’, que teria acordado tarde demais para a gravidade da questão e o avanço seguro de Márcio França, vice-governador de São Paulo e dirigente do PSB daquele estado, fez com que Renata, viúva do ex- governador Eduardo Campos, entrasse no processo, mas esta entrada custou muito caro aos pernambucanos”, disse um analista político de Brasília, diagnosticando: “Agora, as cartas são as de Márcio, não de Renata”.
Um dos sintomas dessa perda é, exatamente, a perda de magnetismo sobre Wilma e outros socialistas nordestinos.
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