domingo, 10 de maio de 2015

Henrique e Robinson não se juntam pelo bem comum

Para conversar com o mesmo interlocutor, a Tam, o Ministro...
A procura de uma forma de o Rio Grande do Norte otimizar o uso do aeroporto internacional Aluizio Alves, em São Gonçalo do Amarante, ainda não se mostrou suficiente para juntar num mesmo grupo o governador Robinson Faria e o novo ministro do Turismo, o ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves.
Uma semana depois de o primeiro manter na sede da Tam, em São Paulo, reunião com o objetivo de levar a empresa a escolher o terminal potiguar, que disputa com os de Fortaleza, no Ceará, e Recife, em Pernambuco, a condição de HUB de suas linhas e aeronaves comprometidas com vôos intercontinentais, o segundo anuncia outro encontro com o mesmo estafe e mesmo objetivo.
Nem Robinson procurou levar o Ministro consigo nem Henrique Eduardo o incluiu em sua comitiva, que pretende formar com prefeitos interessados na vitória do terminal e com integrantes da bancada do Rio Grande do Norte no Congresso Nacional.
Argentinos
A falta de entendimento entre ambos os tem levado a não ver pontos importantes do que deveria ser uma ofensiva comum em benefício desta unidade federativa, que ao inaugurar o Aluizio Alves desmobilizou o Augusto Severo, terminal dotado de aeródromo invejável e ainda capaz de prestar inúmeros serviços à aviação civil do hemisfério sul.
...não levará Robinson, que o excluiu há poucos dias...
Um dos pontos não percebidos pelos dois políticos, que se enfrentaram na eleição para Governador realizada em outubro de 2014, é a necessidade de atrair como litisconsorte indispensável ao pleito do Rio Grande do Norte a corporação argentina que na semana passada adquiriu o controle acionário absoluto do Aluizio Alves.
Dona ou arrendatária de 53 postos de serviços e terminais aeroportuários espalhados por diversos países, a Corporación América deve ter mais a oferecer à brasileira Tam e sua associada Lan, originária do Chile, do que o governo e os políticos potiguares, pois tem o domínio pleno sobre o aeroporto e sua logística. Esta, a propósito, é, desde a semana passada, a única vantagem que o Rio Grande do Norte possui, nesta disputa, sobre Ceará e Pernambuco.
...embora o futuro do aeroporto interesse a todos. 
Até o momento, entretanto, Robinson e Henrique Eduardo não se pronunciaram sobre ir buscar esta parceria, que pode dilatar em muito a amplitude do que pretende montar com a Latan, a sigla resultante da união de Lan e Tam. 
Se entrar no esquema e ajudar a persuadir a transportadora binacional a adotar o Aluizio Alves, a Corporacion América dará outra dimensão ao terminal que agora é todo seu. 
E se ela convencer a Latan a abrir mão de planos de exclusividade, poderá transformar o terminal potiguar em hub de congêneres do cone sul, a começar pelas argentinas que realizam vôos internacionais.  
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