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| Para conversar com o mesmo interlocutor, a Tam, o Ministro... |
A procura de uma
forma de o Rio Grande do Norte otimizar o uso do aeroporto internacional
Aluizio Alves, em São Gonçalo do Amarante, ainda não se mostrou suficiente para
juntar num mesmo grupo o governador Robinson Faria e o novo ministro do
Turismo, o ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves.
Uma semana depois
de o primeiro manter na sede da Tam, em São Paulo, reunião com o objetivo de
levar a empresa a escolher o terminal potiguar, que disputa com os de
Fortaleza, no Ceará, e Recife, em Pernambuco, a condição de HUB de suas linhas
e aeronaves comprometidas com vôos intercontinentais, o segundo anuncia outro
encontro com o mesmo estafe e mesmo objetivo.
Nem Robinson
procurou levar o Ministro consigo nem Henrique Eduardo o incluiu em sua
comitiva, que pretende formar com prefeitos interessados na vitória do terminal
e com integrantes da bancada do Rio Grande do Norte no Congresso Nacional.
Argentinos
A falta de
entendimento entre ambos os tem levado a não ver pontos importantes do que
deveria ser uma ofensiva comum em benefício desta unidade federativa, que ao inaugurar
o Aluizio Alves desmobilizou o Augusto Severo, terminal dotado de aeródromo
invejável e ainda capaz de prestar inúmeros serviços à aviação civil do
hemisfério sul.
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| ...não levará Robinson, que o excluiu há poucos dias... |
Um dos pontos não
percebidos pelos dois políticos, que se enfrentaram na eleição para Governador
realizada em outubro de 2014, é a necessidade de atrair como litisconsorte
indispensável ao pleito do Rio Grande do Norte a corporação argentina que na
semana passada adquiriu o controle acionário absoluto do Aluizio Alves.
Dona ou arrendatária
de 53 postos de serviços e terminais aeroportuários espalhados por diversos
países, a Corporación América deve ter mais a oferecer à brasileira Tam e sua
associada Lan, originária do Chile, do que o governo e os políticos potiguares,
pois tem o domínio pleno sobre o aeroporto e sua logística. Esta, a propósito,
é, desde a semana passada, a única vantagem que o Rio Grande do Norte possui,
nesta disputa, sobre Ceará e Pernambuco.
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| ...embora o futuro do aeroporto interesse a todos. |
Até o momento,
entretanto, Robinson e Henrique Eduardo não se pronunciaram sobre ir buscar
esta parceria, que pode dilatar em muito a amplitude do que pretende montar com
a Latan, a sigla resultante da união de Lan e Tam.
Se entrar no esquema e
ajudar a persuadir a transportadora binacional a adotar o Aluizio Alves, a
Corporacion América dará outra dimensão ao terminal que agora é todo seu.
E se ela convencer a Latan a abrir mão de planos de exclusividade, poderá transformar o terminal potiguar em hub de congêneres do cone sul, a começar pelas argentinas que realizam vôos internacionais.
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