segunda-feira, 11 de maio de 2015

Queda do FPM aumenta problemas de prefeitos

O que tilintou nas contas foi muito pouco dinheiro.
O amanhecer desta segunda-feira, 11, hoje, está sendo amargo em muitas prefeituras do Rio Grande do Norte, graças à dificuldade que o primeiro repasse de verbas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) lhes impôs quanto a honrar compromissos previamente estabelecidos. Como lamentam os prefeitos, em termos reais o primeiro decêndio veio 10,2% ao mesmo período do ano passado. Situando no cálculo a espiral inflacionária que se impôs nesses 365 dias, a corrosão foi muito maior, impedindo os governos municipais de pagar o que deve.
Esta situação deve estar se reproduzindo também na Governadoria e na secretaria estadual de Planejamento e Finanças, porque, segundo os prefeitos, também deve ter chegado menor o decêndio do mesmo dia do Fundo de Participação dos Estados (FPE). Este insucesso deve aumentar a angustia em que, como dizem, o governador Robinson Faria vem mergulhando desde que constatou o quanto é fundo o poço de desastres financeiros que sua gestão legou da imediatamente anterior, liderada pela médica Rosalba Ciarlini. 
Creditado nas contas das prefeituras na última sexta-feira, 8, o repasse somou pouco mais de cinco bilhões. No mesmo período do ano anterior, o decêndio ficou em 5,6 bilhões de reais. Com este novo repasse, no acumulado de 2015 o FPM apresenta uma queda de 2,92%, em termos reais, somando 35,368 bilhões de reais; no mesmo período de 2014, o acumulado ficou em 34,337 bilhões de reais.
O que desta vez tilintou nas contas das municipalidades foram 4.012.099.853,16 reais, já descontada a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).  Em valores brutos, isto é, incluindo a retenção do Fundeb o montante é de 5.015.124.816,45 reais, conforme o Tesouro Nacional.
Segundo prefeitos, o dinheiro não lhes permite nem cobrir todas as despesas de custeio e algumas obrigações judiciais, como parcelas de acordos celebrados com a justiça do Trabalho, impedindo-os de promover investimentos mínimos e principalmente de atender a munícipes afetados pela seca presente a seus territórios há vários anos.
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