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| Satisfeito com o reajuste de 100% de seu salário, Robinson tem que usar igual medida quanto aos dos demais servidores. Não pode ser 100% para ele e 0% para o funcionalismo. |
O governador
Robinson Faria ficou absolutamente sem condições morais de se negar, como fez
nesta segunda-feira, 11, ontem a conceder reajustes salariais a quaisquer
segmentos do funcionalismo do Estado do Rio Grande do Norte, quaisquer que
sejam os seus argumentos, pois se permitiu um aumento salarial de quase 100% em
janeiro último.
Nessa ocasião, o
Rio Grande do Norte se tornou o estado brasileiro com maior aumento de salário
para governador, vice-governador e secretários estaduais. Desde janeiro,
Robinson recebe remuneração maior que a do governador do estado de São Paulo,
Geraldo Alckmin, a despeito das desigualdades econômicas e tributárias das duas
unidades federativas.
Recorde-se que na
passagem do ano houve no Brasil aumento salarial para o primeiro escalão em
apenas treze estados, porque os outros catorze respeitaram as dificuldades
econômicas impostas ao país pela péssima condução da União pela presidanta
Dilma Rousseff . Aqui, a remuneração do chefe do Executivo estadual pulou de
onze mil reais para 22 mil reais. O reajuste também se estendeu ao
vice-governador Fabio Dantas e secretários de Estado, que a partir de agora
recebem mensalmente 17,5 mil reais e catorze mil reais, respectivamente.
Na gestão da
ex-governadora Rosalba Ciarlini, o vice-governador ganhava nove mil reais e os
titulares das secretarias embolsavam oito mil reais. Geraldo Alckmin, que administra
o estado mais rico da federação, teve reajuste de 4,7%, passando de 20,6 mil
reais mensais para 21,6 mil reais.
O reajuste local
foi tão acintoso que sua aprovação pela Assembléia Legislativa, a 17 de
janeiro, não contou com o voto do próprio líder do governo na casa, o deputado
estadual Fernando Mineiro, cujo partido, o PT, tornou-se um dos maiores do país
ao defender melhores salários para trabalhadores.
E se os índices
então aplicados seguem os mesmo utilizados e fornecidos pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), como argumentou o Governador na defesa do
próprio reajuste, são os mesmos que os servidores esgrimem agora ao reivindicar
seus reajustes.
Um governo
previdente saberia que a crise econômica nacional e seus reflexos na gestão
desta unidade federativa contraindicavam reajustes para todos. Ao se conceder a
exceção, na base do “Mateus, primeiros os teus”, Robinson não apenas se jogou
contra todo o funcionalismo; colocou-se em condição moral condenável. Na verdade, o índice que aplicou ao seu salário deveria ser extensivo aos de todos os servidores potiguares.
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