terça-feira, 12 de maio de 2015

Robinson está moralmente obrigado a reajustar salários

Satisfeito com o reajuste de 100% de seu salário,
Robinson tem que usar igual medida quanto aos dos demais servidores. 

Não pode ser 100% para ele e 0% para o funcionalismo.
O governador Robinson Faria ficou absolutamente sem condições morais de se negar, como fez nesta segunda-feira, 11, ontem a conceder reajustes salariais a quaisquer segmentos do funcionalismo do Estado do Rio Grande do Norte, quaisquer que sejam os seus argumentos, pois se permitiu um aumento salarial de quase 100% em janeiro último.
Nessa ocasião, o Rio Grande do Norte se tornou o estado brasileiro com maior aumento de salário para governador, vice-governador e secretários estaduais. Desde janeiro, Robinson recebe remuneração maior que a do governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, a despeito das desigualdades econômicas e tributárias das duas unidades federativas.
Recorde-se que na passagem do ano houve no Brasil aumento salarial para o primeiro escalão em apenas treze estados, porque os outros catorze respeitaram as dificuldades econômicas impostas ao país pela péssima condução da União pela presidanta Dilma Rousseff . Aqui, a remuneração do chefe do Executivo estadual pulou de onze mil reais para 22 mil reais. O reajuste também se estendeu ao vice-governador Fabio Dantas e secretários de Estado, que a partir de agora recebem mensalmente 17,5 mil reais e catorze mil reais, respectivamente.
Na gestão da ex-governadora Rosalba Ciarlini, o vice-governador ganhava nove mil reais e os titulares das secretarias embolsavam oito mil reais. Geraldo Alckmin, que administra o estado mais rico da federação, teve reajuste de 4,7%, passando de 20,6 mil reais mensais para 21,6 mil reais.
O reajuste local foi tão acintoso que sua aprovação pela Assembléia Legislativa, a 17 de janeiro, não contou com o voto do próprio líder do governo na casa, o deputado estadual Fernando Mineiro, cujo partido, o PT, tornou-se um dos maiores do país ao defender melhores salários para trabalhadores.
E se os índices então aplicados seguem os mesmo utilizados e fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como argumentou o Governador na defesa do próprio reajuste, são os mesmos que os servidores esgrimem agora ao reivindicar seus reajustes.
Um governo previdente saberia que a crise econômica nacional e seus reflexos na gestão desta unidade federativa contraindicavam reajustes para todos. Ao se conceder a exceção, na base do “Mateus, primeiros os teus”, Robinson não apenas se jogou contra todo o funcionalismo; colocou-se em condição moral condenável. Na verdade, o índice que aplicou ao seu salário deveria ser extensivo aos de todos os servidores potiguares.
==========================
Siga e recomende o Blog de Roberto Guedes:

Nenhum comentário:

Postar um comentário