quarta-feira, 10 de junho de 2015

Estafe da Sethas diz que palestra foi “coisa da Governadoria”

Os precedentes da contratação da “socialite” paulistana Cláudia Matarazzo, a partir de sua velha amizade com o governador Robinson Faria, e a aversão que Julianne Dantas de Faria cultiva em relação às futilidades da vida dos personagens da crônica social afastam da Secretária do Trabalho a iniciativa de promover o curso de etiqueta e beleza para prefeitas e primeiras damas dos municípios potiguares. 
Julianne: naturalmente elegante e avessa às....
Colaboradores da primeira-dama do Estado, advogada Julianne Dantas de Faria, na secretaria estadual de Trabalho, Habitação e Assistência Social (Sethas) garantiram nesta terça-feira, 9, ontem, que não foi nesta repartição, e sim na Governadoria, que surgiu e tomou corpo a iniciativa de fazer o executivo potiguar bancar um curso de etiqueta e elegância para prefeitas e esposas de prefeitos desta unidade federativa.
Fizeram questão de esclarecer a paternidade do projeto, anulado a toque de caixa no último dia 7, em pleno domingo, pelo governador Robinson Faria, para que a esposa deste não continuasse a aparecer na mídia como responsável pela futilidade que seria o Estado pagar um curso para ensinar mulheres a desfilar e agir como “socialites”.
Tiveram este cuidado ao constatar que o projeto, frustrado em decorrência da reprovação que colheu em Natal, notadamente nas redes sociais, transformou-se em, chacota nacional ao ganhas hoje a capa e uma das páginas de um dos principais jornais impressos do país, a “Folha de São Paulo”. Também no jornal sulista a paternidade da contratação da socialite  paulistana Claudia Matarazzo para ministrar o curso figurou como coisa de Julianne, ridicularizando-a.
....badalações que atraem o tímido Robinson, ela...


Caso a iniciativa tivesse sido levada adiante, Cláudia Matarazzo teria ministrado suas aulas de etiqueta e beleza na tarde de ontem na Escola de Governo Dom Eugênio Sales, no centro administrativo do governo potiguar, no bairro de Lagoa Nova, na zona sul de Natal, com entrada “CIF” para as alunas e tudo pago pelo erário.
Improbidade
As despesas calculadas para a promoção chegam perto de vinte mil reais, e seu pagamento, total ou parcial, pelo erário sujeita Robinson a responsabilizações com base na lei da improbidade fiscal, como ameaçaram ainda no domingo procuradores do próprio governo potiguar.
Caso firme jurisprudência a informação de que a iniciativa partiu de Julianne, ela tende a ser responsabilizada em lugar do marido e das autoridades que na Governadoria teriam elaborado e começado a executar o projeto do curso, duramente criticado porque o Estado não pode bancar uma frivolidade desse jaez.
Não brecou
Segundo os colaboradores de Julianne, toda a iniciativa foi concebida na Governadoria e chegou à Sethas como produto acabado Julianne apenas não truncou o projeto, o que deveria ter feito para mostrar ao marido a insanidade que se engendrava no entorno deste.
“Ela deveria ter brecado logo uma besteira destas assim que a coisa caiu no colo dela”, reconhece um auxiliar, frisando que isto teria sido mais compatível com o “estilo” da Secretária. Diferentemente da mãe e de sua única irmã, desde sua adolescência Julianne sempre se mostrou avessa às coisas do “grand monde”. Ela nunca procurou aparecer na crônica social, como lembram integrantes de seu estafe. E, elegante por natureza, nunca pensou em contratar ninguém para ensinar etiqueta feminina a quem quer que fosse, garantem.   
Uma das evidências da inocência que lhe atribuem é o fato de o convite para a palestra de Cláudia Matarazzo ter sido elaborado e distribuído pela Assessoria de Relações Públicas do Estado, um órgão da Casa Civil, repartição com a qual, salientam, Julianne vive trombando. Há poucas semanas, de fato, a Secretária colidiu com a chefe do gabinete Civil, advogada Tatiana Mendes Cunha, num episódio que forçou a exoneração de um colaborador desta que foi acusado de mais atender à esposa de Robinson do que à sua chefe imediata.  
Além disso, os auxiliares mostram uma diferença fundamental no teor do tratamento que o convite concede a Julianne, fazendo questão, em tom laudatório, de mencioná-la como “Primeira-dama”.
Proativa
Pedindo que o responsável pelo Blog de Roberto Guedes percorresse todas as mensagem e postagens que Julianne tem veiculado nas redes sociais, assim como documentos que por sua iniciativa chegaram a público através de veículos impressos, para ver como a Secretária se identifica, seus colaboradores dizem que a esposa de Robinson nunca gostou de ser mencionada como “Primeira-dama”, o termo com que a Casa Civil a apresentou no convite.
...tem trombado com a chefe da Casa Civil, Tatiana.
“Este é um título figurativo, de coadjuvante, de consorte, que definitivamente ela não emprega”, garante um auxiliar de Julianne, assegurando que esta sempre preferiu, “naturalmente”, mostrar sua condição de proativa.
“Ela sempre gosta de salientar o papel institucional que lhe cabe como titular de uma importante secretaria de Estado”, avança, dizendo que mesmo nas postagens personalíssimas em redes sociais Julianne prefere se apresentar como mãe de três crianças a se assinar como “Primeira-dama”.
Para ele, “não seria surpresa se tivesse havido má vontade na impressão desta qualificação no convite governamental”.  Afinal, vez por outra a Secretária tromba com auxiliares do Governador bem situados no prédio da Governadoria.
Contar a verdade
“Ela sempre se assina como ‘Secretária de Trabalho, Habitação e Assistência Social’, frisa o assistente de Julianne, torcendo para que em algum dia apareçam em público duas coisas fundamentais para deixar acima de qualquer dúvida a inocência dela quanto a esta iniciativa se complete.
Uma é alguém credenciado contar toda a verdade sobre a trapalhada palaciana, mostrando quem agiu decisivamente para que o Estado programasse e divulgasse o curso de etiqueta. A outra é mostrar que Julianne se surpreendeu quando o “pacote” chegou a seu conhecimento com a decisão já tomada e recomendada no sentido de atribuir à Sethas a iniciativa.
Ligação de Robinson
Nenhum colaborador direto de Julianne acredita, porém, que a verdade emergirá por este caminho, porque o integrante do primeiro casal do Estado a ter ligação com Cláudia Matarazzo é Robinson Faria, não a esposa deste.
Robinson conheceu Cláudia Matarazzo nos anos oitenta, quando, solteiro e Deputado Estadual em início de carreira, no primeiro, segundo e terceiro mandatos sucessivos, viajava muito a São Paulo e curtia a vida social da noite paulistana.
Nesse período, de fato, dois nomes muito presentes em conversas que Robinson compartilhava em Natal eram os de Cláudia Matarazzo em relação a São Paulo e Karmita Medeiros em face de suas ligações com “socialites”, artistas globais e manequins e modelos famosas do Rio de Janeiro. Embora tímido, Robinson sempre e principalmente naquela época procurou aparecer ao lado de mulheres famosas.  
Esta curtição teve vez, tempo e espaço depois que Robinson se separou de sua primeira esposa, a "socialite" Nina Salustino, mãe do deputado federal Fábio Faria, principal escudeiro do pai governador no PSD, e das empresárias do ramo “fashion” Janine e Nathalia Faria e hoje ligada politicamente à vice-prefeita Wilma de Faria, presidente regional do PSB.
Nada “socialite”
Com Juliane, sua esposa desde o final dos anos noventa, Robinson tem três filhos pequenos, Maria Fernanda e os gêmeos Gabriel, que circunstancialmente enfrenta tratamento médico em Fortaleza, Ceará, e Maria Luísa.
Na visão dos colaboradores da titular da Sethas, desde muito antes de emergir para o primeiro plano do estafe político do marido Julianne sempre se mostrou muito reservada e pouco afeita às atribulações da vida de “socialite”. Como explica um apoiador da Secretária, só esta predisposição em contrário a faria não eleger, a priori, uma iniciativa como o curso que o marido e seu estafe na Governadoria pilotaram envolvendo Claudia Matarazzo.   
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