Os precedentes
da contratação da “socialite” paulistana Cláudia Matarazzo, a partir de sua
velha amizade com o governador Robinson Faria, e a aversão que Julianne Dantas
de Faria cultiva em relação às futilidades da vida dos personagens da crônica
social afastam da Secretária do Trabalho a iniciativa de promover o curso de
etiqueta e beleza para prefeitas e primeiras damas dos municípios potiguares.
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| Julianne: naturalmente elegante e avessa às.... |
Fizeram questão de esclarecer a
paternidade do projeto, anulado a toque de caixa no último dia 7, em pleno
domingo, pelo governador Robinson Faria, para que a esposa deste não continuasse
a aparecer na mídia como responsável pela futilidade que seria o Estado pagar
um curso para ensinar mulheres a desfilar e agir como “socialites”.
Tiveram este cuidado ao constatar que o
projeto, frustrado em decorrência da reprovação que colheu em Natal,
notadamente nas redes sociais, transformou-se em, chacota nacional ao ganhas
hoje a capa e uma das páginas de um dos principais jornais impressos do país, a
“Folha de São Paulo”. Também no jornal sulista a paternidade da contratação da
socialite paulistana Claudia Matarazzo
para ministrar o curso figurou como coisa de Julianne, ridicularizando-a.
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| ....badalações que atraem o tímido Robinson, ela... |
Improbidade
As despesas calculadas para a promoção
chegam perto de vinte mil reais, e seu pagamento, total ou parcial, pelo erário
sujeita Robinson a responsabilizações com base na lei da improbidade fiscal,
como ameaçaram ainda no domingo procuradores do próprio governo potiguar.
Caso firme jurisprudência a informação
de que a iniciativa partiu de Julianne, ela tende a ser responsabilizada em
lugar do marido e das autoridades que na Governadoria teriam elaborado e
começado a executar o projeto do curso, duramente criticado porque o Estado não
pode bancar uma frivolidade desse jaez.
Não
brecou
Segundo os colaboradores de Julianne,
toda a iniciativa foi concebida na Governadoria e chegou à Sethas como produto
acabado Julianne apenas não truncou o projeto, o que deveria ter feito para
mostrar ao marido a insanidade que se engendrava no entorno deste.
“Ela deveria ter brecado logo uma
besteira destas assim que a coisa caiu no colo dela”, reconhece um auxiliar, frisando
que isto teria sido mais compatível com o “estilo” da Secretária. Diferentemente
da mãe e de sua única irmã, desde sua adolescência Julianne sempre se mostrou
avessa às coisas do “grand monde”. Ela nunca procurou aparecer na crônica
social, como lembram integrantes de seu estafe. E, elegante por natureza, nunca
pensou em contratar ninguém para ensinar etiqueta feminina a quem quer que
fosse, garantem.
Uma das evidências da inocência que lhe
atribuem é o fato de o convite para a palestra de Cláudia Matarazzo ter sido elaborado
e distribuído pela Assessoria de Relações Públicas do Estado, um órgão da Casa Civil,
repartição com a qual, salientam, Julianne vive trombando. Há poucas semanas,
de fato, a Secretária colidiu com a chefe do gabinete Civil, advogada Tatiana
Mendes Cunha, num episódio que forçou a exoneração de um colaborador desta que
foi acusado de mais atender à esposa de Robinson do que à sua chefe imediata.
Além disso, os auxiliares mostram uma
diferença fundamental no teor do tratamento que o convite concede a Julianne,
fazendo questão, em tom laudatório, de mencioná-la como “Primeira-dama”.
Proativa
Pedindo que o responsável pelo Blog de Roberto Guedes percorresse
todas as mensagem e postagens que Julianne tem veiculado nas redes sociais,
assim como documentos que por sua iniciativa chegaram a público através de
veículos impressos, para ver como a Secretária se identifica, seus
colaboradores dizem que a esposa de Robinson nunca gostou de ser mencionada
como “Primeira-dama”, o termo com que a Casa Civil a apresentou no convite.
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| ...tem trombado com a chefe da Casa Civil, Tatiana. |
“Ela sempre gosta de salientar o papel
institucional que lhe cabe como titular de uma importante secretaria de Estado”,
avança, dizendo que mesmo nas postagens personalíssimas em redes sociais
Julianne prefere se apresentar como mãe de três crianças a se assinar como “Primeira-dama”.
Para ele, “não seria surpresa se tivesse
havido má vontade na impressão desta qualificação no convite governamental”. Afinal, vez por outra a Secretária tromba com
auxiliares do Governador bem situados no prédio da Governadoria.
Contar
a verdade
“Ela sempre se assina como ‘Secretária de
Trabalho, Habitação e Assistência Social’, frisa o assistente de Julianne,
torcendo para que em algum dia apareçam em público duas coisas fundamentais para
deixar acima de qualquer dúvida a inocência dela quanto a esta iniciativa se
complete.
Uma é alguém credenciado contar toda a
verdade sobre a trapalhada palaciana, mostrando quem agiu decisivamente para
que o Estado programasse e divulgasse o curso de etiqueta. A outra é mostrar
que Julianne se surpreendeu quando o “pacote” chegou a seu conhecimento com a
decisão já tomada e recomendada no sentido de atribuir à Sethas a iniciativa.
Ligação
de Robinson
Nenhum colaborador direto de Julianne
acredita, porém, que a verdade emergirá por este caminho, porque o integrante
do primeiro casal do Estado a ter ligação com Cláudia Matarazzo é Robinson
Faria, não a esposa deste.
Robinson conheceu Cláudia Matarazzo nos
anos oitenta, quando, solteiro e Deputado Estadual em início de carreira, no
primeiro, segundo e terceiro mandatos sucessivos, viajava muito a São Paulo e
curtia a vida social da noite paulistana.
Nesse período, de fato, dois nomes muito
presentes em conversas que Robinson compartilhava em Natal eram os de Cláudia Matarazzo
em relação a São Paulo e Karmita Medeiros em face de suas ligações com “socialites”,
artistas globais e manequins e modelos famosas do Rio de Janeiro. Embora
tímido, Robinson sempre e principalmente naquela época procurou aparecer ao
lado de mulheres famosas.
Esta curtição teve vez, tempo e espaço depois
que Robinson se separou de sua primeira esposa, a "socialite" Nina Salustino, mãe
do deputado federal Fábio Faria, principal escudeiro do pai governador no PSD, e
das empresárias do ramo “fashion” Janine e Nathalia Faria e hoje ligada politicamente à vice-prefeita Wilma de Faria, presidente regional do PSB.
Nada
“socialite”
Com Juliane, sua esposa desde o final
dos anos noventa, Robinson tem três filhos pequenos, Maria Fernanda e os gêmeos
Gabriel, que circunstancialmente enfrenta tratamento médico em Fortaleza, Ceará,
e Maria Luísa.
Na visão dos colaboradores da titular da
Sethas, desde muito antes de emergir para o primeiro plano do estafe político
do marido Julianne sempre se mostrou muito reservada e pouco afeita às atribulações
da vida de “socialite”. Como explica um apoiador da Secretária, só esta
predisposição em contrário a faria não eleger, a priori, uma iniciativa como o
curso que o marido e seu estafe na Governadoria pilotaram envolvendo Claudia Matarazzo.
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