terça-feira, 9 de junho de 2015

Número de crianças aptas para a adoção ainda é elevado

A Coordenadoria Estadual da Infância e da Juventude (CEIJ) do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) alertou que, mesmo depois de seis anos da promulgação da Lei nº 12.010/2009, mais conhecida como nova Lei da Adoção, o número de crianças disponíveis para serem adotadas permanece elevado. Atualmente, no Cadastro Nacional, constam 5.561 aptas, de todas as idades, que poderiam ser integradas em uma nova família ou, de preferência, entre os próprios parentes.
“Esse último caso é o primeiro objetivo. Trabalhar a chamada ‘adoção necessária’ é a principal meta, pois é a modalidade de adoção que prioriza a adoção entre grupo de irmãos, por exemplo”, completa o juiz coordenador da CEIJ, o magistrado José Dantas de Paiva.
Segundo o juiz, com a edição da nova lei podem ser registrados avanços, como o fato de se ter reduzido a prática da adoção que era feita fora dos trâmites legais e a redução da preferência por cor e idade. No entanto, há tabus a serem quebrados.
“O número é considerado alto, já que existem mais de 20 mil pessoas interessadas em adotar, mas o número não baixa, já que as crianças disponíveis estariam, ainda, em alguma característica – como idade, por exemplo – fora do perfil buscado por esses pais”, lamenta o magistrado.
José Dantas de Paiva ainda acrescenta que há uma meta a ser buscada pela CEIJ, que é a convocação para que a Rede de Saúde, estadual e municipal, esteja cada vez mais próxima desta realidade. “Queremos que a rede esteja próxima para se reduzir problemas como aqueles gerados pelas mães que entregam seus filhos sem amparo legal”, adverte.
(TJRN)

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