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| Só autoridades e donos de ônibus discutem o problema. |
Nenhum grupo de
cidadãos apareceu nas últimas semanas na câmara municipal para fiscalizar a
tramitação do projeto de lei que pode modificar radicalmente o serviço de
transporte público de passageiros prestado em Natal. Por enquanto, só agem a
prefeitura, vereadores e os donos de ônibus, como observam servidores da casa.
E aqui e ali surgem na área conflitos que deveriam ser bem examinados.
Ontem, por exemplo,
as galerias do senado natalense permaneceram quase vazias enquanto o secretário
municipal de Tributação, auditor fiscal Ludenilson Araújo, e os chefes dos
departamentos da Dívida Ativa, André Maia Carneiro, e de Informática da mesma
pasta, Rembrandt Vasconcelos, prestaram depoimento à Comissão Especial de
Inquérito (CEI) que investiga uma possível relação de influência entre a
Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) e o Sindicato das Empresas de
Transporte Urbano de Natal (Seturn).
No próximo dia 18,
a CEI tentará ouvir a engenheira Elequicina Santos, secretária municipal de Trânsito
e Transporte, visando esclarecer porque a sua pasta não está enviando as
informações por meio de ofícios apontando a condição dos processos para serem
inscritos na Dívida Ativa.
Uma senhora
controvérsia preside a questão. Informações prestadas recentemente à comissão
indicavam que a secretaria de Transportes havia encaminhado à de Tributação
processos que totalizariam onze milhões de reais para inscrição na dívida ativa
da prefeitura, tudo supostamente devido pelas atuais concessionárias do serviço
de transporte coletivo. Novos depoimentos mostraram que a secretaria só enviou
processos referentes a setecentos mil reais. Se isto se confirmar, a secretaria
de Transportes estará sendo apanhada em culpa e os titulares das duas pastas
poderão ser submetidos a uma acareação, como sugere o vereador Fernando Mineiro
(PT).
Baderna
Na visão dos
funcionários da comissão, o fato de ela estar esbarrando em contraditórios
desta magnitude é mais do que suficiente para atrair os usuários do sistema de
transporte coletivo para suas reuniões. No entanto, a sua é a ausência mais
gritante que se observa na câmara.
Segundo os
funcionários, o desinteresse da população pelo tema levou há poucos dias o
vereador Hugo Manso Júnior (PT) a cancelar à última hora uma audiência pública
que havia programado com o objetivo de compartilhar com o povo a discussão do
tema.
Eles receiam que o
natalense comum só venha a cuidar do assunto depois de a legislação sobre o
transporte coletivo tiver sido modificada sem que isto atenda às suas
necessidades. “Depois disso, vai ver, a turma vai querer fazer passeata,
incendiar ônibus, destruir tudo”, prevê um funcionário. “Aí vai ser baderna só”,
avança, lamentando.
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