sexta-feira, 8 de maio de 2015

Carlos Eduardo congelou nomeação de Secretário

Ao nomear Fred (com a esposa, Érika), bem cotado no "trade"...,
Se uma súbita publicação no “Diário Oficial do Município” não estiver positivando a estas horas a providência, confirmar-se-á nesta sexta-feira, 8, hoje, o que há dias vinha circulando como suspeita e quase certeza entre munícipes que acompanham as ações do prefeito Carlos Eduardo Alves, a informação de que ele congelou, ou colocou em banho Maria, como querem alguns, a nomeação do empresário Fred Queiroz como secretário de Turismo de Natal.
Esta demora e uma ligação entre a nomeação e outros fatos impõem aos observadores da cena política local interrogações sobre sua causa, esbarrando em compromissos não cumpridos e, alternativamente, pressões súbitas para que o alcaide não mexesse em time que estaria ganhando, mesmo para fazer-se assessorar por um profissional muito bem conceituado e cacifado na área.  
Tudo certo, mas...  
A julgar pelo que noticiário nas últimas semanas os principais espaços da mídia local, em meados de abril Carlos Eduardo pactuou a nomeação com o novo ministro do Turismo, seu primo Henrique Eduardo Alves, autor da indicação de Fred e presidente do diretório potiguar do PMDB.
Mais do que isto, o burgomestre teria conversado com Fred, comunicando-lhe, após a audiência com o primo, que o empresário seria logo nomeado, e, avançando em suas gestões, pediu para o então titular da pasta, o também empresário Fernando Bezerril, aceitar continuar na repartição, como seu segundo, coadjuvando o indicado pelo Ministro.  
Casado com a cronista social Erika Nesi, a quem Henrique Eduardo entronizou recentemente no matutino “Tribuna do Norte”, jornal controlado por sua família e editado por uma empresa que ele preside, Fred chegou a se reunir com Carlos Eduardo e outros colaboradores deste, situando-se na equipe e recebendo informações que o ajudariam a comandar a pasta.
..., para atender a Henrique (D), Carlos Eduardo...
Anunciou-se taxativamente, então, que a nomeação de Fred sairia logo depois do feriado de 1º de Maio, “Dia do Trabalho”, sexta-feira passada. Familiares de Bezerril chegaram a confirmar que ele aceitou o apelo de Carlos Eduardo, principalmente porque até então vinha gostando muito de seu trabalho e na conversa deixou claro que estava sendo forçado pelas circunstâncias, sem demérito para a imagem do colaborador.
Puro despiste
Na noite desta quinta-feira, um outro colaborador direto do burgomestre se surpreendeu com a indagação sobre o que teria sustado a nomeação e, consequentemente, a posse de Fred, que deveriam ter ocorrido no início da semana, e depois de muito pensar assegurou que, enquanto toda a mídia assegurava que ele havia decidido pela nomeação Carlos Eduardo manteve o bico fechado a respeito.
Mencionou inclusive uma entrevista que o prefeito concedeu ao meio-dia da quinta-feira 30 a uma emissora de rádio natalense, quando se esquivou ao ser instado a confirmar a nomeação do empresário. E, para mostrar que ela não passou, naquele momento, de desejo de alguns comunicadores, acrescentou que horas depois o entrevistador do burgomestre informou em blog que havia mesmo perguntado sobre o assunto, para fechar o noticiário com “chave de ouro”:
“Alves disse que não estava pensando nisso. Puro despiste”, disse o entrevistador e blogueiro, para quem a nomeação estava sacramentada, porque “a sugestão do seu nome foi do Ministro Henrique Eduardo Alves, com a concordância do senador Garibaldi Filho, do deputado federal Walter Alves e do Diretório do PMDB de Natal”. Neste respaldo estaria, porém, uma possível causa do congelamento.
Candidatura própria
O diretório natalense do PMDB não emitiu certificado ou declaração de apoio à nomeação de Fred, e alguns de seus expoentes, mediante anonimato, criticaram a indicação pelo Ministro, pois atenderia somente a um interesse deste. Como frisou um correligionário de Henrique Eduardo, ele procura cargos para amigos e arrosta todo um partido como mero coadjuvante em aventuras eleitorais, afastando-o cada vez mais da reconquista da prefeitura de Natal.
Logo um destacado aliado do Ministro, o deputado estadual Hermano Moraes, que disputou a prefeitura com Carlos Eduardo, em 2012, pelo PMDB, manifestou sua posição contrária, mirando exatamente na candidatura do partido, e consta em Natal que a opinião dele coincide com a de Walter Alves, o qual, por sua vez, influencia ou reflete a de Garibaldi Filho.
Segundo os peemedebistas, longe de se fazer cooptar por Carlos Eduardo o partido quer é disputar-lhe a sucessão, principalmente agora que o que parecia ser o principal concorrente, o deputado estadual Fernando Mineiro (PT), ocupou posição pífia no resultado de pesquisa em que o instituto Consult também mostra a tendência de Carlos Eduardo, liderando a preferência do eleitorado, começar a cair.
Preço do sacrifício
Não bastasse a restrição oposta pelos correligionários do Ministro no diretório natalense, outra teria sido levantada por um grande colaborador político de Henrique Eduardo, o engenheiro, empresário, ex-ministro e ex-senador Fernando Bezerra, que estaria se sentindo traído ou jogado fora como laranja da qual se tirou todo o sumo.
...estaria desagradando a Fernando Bezerra, que o ajudou a chegar à prefeitura, ... 
Em 2013 e ao longo de todo o primeiro semestre de 2014, Fernando Bezerra prestou um grande favor a Henrique Eduardo aceitando que este o anunciasse como candidato seu e do PMDB a governador apenas para que o atual Ministro pudesse criar as condições de ser anunciado, ele próprio, como o nome que levaria a legenda à derrota imposta pelo governador Robinson Faria.
Cunhado e muito amigo de Fernando Bezerril, Fernando Bezerra não gostou de saber, e pela mídia, que seu único aliado presente ao estafe de Carlos Eduardo estaria sendo defenestrado pela única e aparente razão de, sem querer, estar contrariando algum plano de Henrique Eduardo.
Nesta jogada não apenas Henrique Eduardo o estaria apunhalando pelas costas, depois de valer-se do grande sacrifício que foi fingir-se candidato para proteger o atual Ministro, pois a agressão seria perpetrada também pelo burgomestre natalense. Carlos Eduardo é filho do jornalista e político Agnelo Alves, deputado estadual e três vezes ex-prefeito de Natal e de Parnamirim e principalmente grande amigo de Fernando.
...e a Walter e Garibaldi Filho, que cogitam de candidatura do PMDB a prefeito.
Foi com Fernando Bezerra que Agnelo tramou, no ano 2000 e praticamente à revelia do atual alcaide, a transformação do filho Carlos Eduardo, de deputado estadual no candidato a vice-prefeito que assumiria o governo de Natal em 2002 quando a cabeça de chapa na passagem do milênio, a atual vice-prefeita Wilma de Faria, deixasse a prefeitura para conquistar o governo estadual.
Dentro do prazo
Menos atentos a conchavos ligados à gênese de candidaturas ao governo municipal em 2016, funcionários próximos a Carlos Eduardo asseguram que ele também espera o cumprimento, pelo governo federal, da liberação de recursos para as obras de reurbanização e contenção de encostas do morro de Mãe Luíza, situado por trás dos edifícios em que residem os primos Alves. O repasse imediato do dinheiro foi-lhe prometido no final de abril, logo depois de sua posse Ministro, pelo autor da indicação de Fred.
Também colocado diante da demora, um amigo deste e do burgomestre limitou-se a sentir-se feliz porque as reações não se direcionam aos méritos de Fred. A seu ver, tudo pode realçar apenas a ansiedade com que o Ministro cuidou do assunto, sem ver que outras pedras, inclusive amigas, poderiam se movimentar nesse tabuleiro.
É necessário registrar, porém, que um blogueiro muito bem situado na questão, o empresário e agora também estudante de jornalismo Bruno Giovane Oliveira, diretor geral da TV Assembléia, anunciou que a posse de Fred poderia ocorrer até hoje. O prazo de validade, portanto, não se exauriu.
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